quarta-feira, 2 de junho de 2010 - 20:19

Um ano de Bing. Bong! Bong! Bong!

O Bing, buscador da Microsoft que tem a difícil missão de destruir o Google, completa um ano nesta quinta-feira (dia 3). Mas alguém ainda se lembra dele?

É bem provável que o serviço se transforme em mais um dos grandes fiascos da Microsoft. E a culpa é da própria empresa, que não se cansa de adotar estratégias erradas na tentativa de dominar as buscas. O Bing é bem razoável e traz até bons resultados. Ponto para o Bill Gates. Mas não adianta nada lançar localmente uma ferramenta que deve ser global. Quem não fala inglês não tem motivos para usar o Bing, que se torna muito mais limitado em idiomas como o português. Faltam funcionalidades importantes – até hoje. E isso faz toda a diferença na web.

Claro que, depois de 12 meses batendo na mesma tecla, o Bing até cresceu uns míseros pontos no mercado americano. Mas e no Brasil? E na Inglaterra? E na Alemanha? O Google ainda tem uma gigantesca margem de vantagem. Fora dos Estados Unidos, o Bing é quase nada. Quando a fusão com o Yahoo! se concretizar, o porcentual de mercado do serviço vai subir mais um pouco e aí os fanboys da Microsoft vão gritar: “Yeahhhhhh!”. Pena. Será a comemoração de um crescimento irreal.

Enquanto o pessoal de Redmond se movimenta bem devagar, o povo do Google corre. Recentemente, o lançamento da nova interface do buscador de Larry Page e Sergey Brin foi feito em escala mundial, algo inédito. Não importa se teve gente que detestou o novo layout. Permitir a sua utilização plena por internautas do mundo todo foi algo que a Microsoft ainda está muito longe de alcançar. Como se isso não bastasse, há um esforço constante para melhorar os resultados de acordo com o idioma usado na pesquisa. E os algoritmos são aperfeiçoados constantemente. E na Microsoft?

Sem times de desenvolvedores espalhados por vários países, dificilmente o Bing vai fazer alguma diferença. Seria bom se realmente se transformasse em um competidor à altura. Ter mais uma opção de buscador só ajudaria a tornar a internet melhor e mais rica. Pelo jeito, no entanto, vai ser bem difícil.

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