O Kindle Fire não está para brincadeira. O aparelho mal foi lançado e a Amazon deve vender entre 3 milhões e 4 milhões de unidades até o fim do ano.
Os números são uma previsão feita por fontes não divulgadas ao Digitimes. A expectativa é de que o total de aparelhos entregues à Amazon pelos fabricantes chegue a 5 milhões até o início de janeiro. A iSuppli divulgou uma estimativa bastante similar. São dados expressivos, que mostram uma imensa demanda reprimida por tablets de baixo custo e de marca confiável – demanda esta que poderia ter sido suprida pelos vários fabricantes de aparelhos com Android.
Em vez de optar pelo caminho da popularização, essas empresas preferiram adotar a estratégia de elitizar os dispositivos. Mesmo tablets com 7 polegadas produzidos por elas custam caro, enquanto os de 10 polegadas ficam na mesma faixa do iPad. O resultado disso é que, em pouco mais de um ano, foram vendidos no mundo apenas 6 milhões de tablets com Android de todas as marcas, segundo dados divulgados em outubro pelo próprio Andy Rubin, vice-presidente sênior para dispositivos móveis do Google. Essa escala reduzida afasta os desenvolvedores, ansiosos por um público que justifique o tempo gasto para produzir um aplicativo.
A Amazon, que resolveu vender o Kindle Fire pelo preço em que é produzido, rompeu a barreira e começou a desintegrar os outros fabricantes. O lucro da empresa virá da venda de conteúdo para o equipamento. Se os números do Digitimes forem reais, em cerca de um mês e meio o Kindle Fire tornou-se o principal tablet com Android no mundo. Hora de Samsung e companhia acordarem e baixarem os preços.
Foto: nateog/Flickr