Lá em casa / celulares

A estranha nostalgia dos telefones fixos

por Kátia Arima
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Foto: Getty Images

Tenho uma amiga que adora decorar a casa com objetos retrô. Tanto que comprou um daqueles telefones antigões, pretos, que exigem discar o número, para atender a linha fixa. Nada contra o estilo dela, eu concordo que esses telefones antigos têm seu charme.

Mas há quem exagere na nostalgia: acho estranho quando alguém pega um objeto prático, livre, soltinho como um celular e o transforma….em um tradicional telefone fixo.

Ora, ora! Tantos engenheiros se debruçaram em projetos para deixar o telefone livre de fios e agora surgem acessórios para adaptá-los novamente à mesa? Dá uma certa estranheza esbarrar com esse tipo de acessório durante minhas navegações na web. Veja alguns que encontrei, a seguir:

iFusion Smartstation

Para iPhone. Tem viva-voz e se conecta com o aparelho também por Bluetooth. Disponível apenas em abril, por 149 dólares.

iPhone Desktop Handset

De alumínio, o suporte acomoda o iPhone na vertical e na horizontal. A conexão é pela entrada do fone de ouvido. Por 59,95 dólares

Moshi Moshi Office Phone

Esse acessório pode ser ligado ao iPhone ou ao iPad pela entrada de fone de ouvido. Segundo o fabricante, também serve para falar via Skype. Por 81 dólares.

Bluetooth Retro Handset

Mais indicado para fazer uma graça do que para aumentar a comodidade, esse dispositivo se comunica com o celular por Bluetooth, que devem estar, no máximo, à distância de 10 metros. A bateria do acessório pode ser carregada por USB. Preço: 24,99 dólares.

Ok, esses produtos não condenam o celular à imobilidade. Quer andar com o celular, basta desconectá-lo. E também vamos reconhecer que o fixo é mais cômodo para conversas mais longas. Fazendo essas considerações, é verdade, não se trata de um retrocesso tecnológico, mas questão de comodismo. Ainda bem!

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Quanto menos cabos melhor

por Kátia Arima
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Você pode chamar seu smartphone, seu tocador de MP3 e notebook de aparelhos móveis, mas eles não são exatamente 100% wireless. Cedo ou tarde eles vão precisar do fio que os ligue à velha tomada elétrica.

Carregadores sem fio, que funcionam por indução magnética, não dispensam a tomada, mas reduzem a bagunça do emaranhado de fios de vários equipamentos. É um baita upgrade no visual: ao invés de plugar o conector ao aparelho, você simplesmente o repousa sobre uma placa que recarrega a energia.

Na sexta-feira, foi dado mais um passo no avanço dessa tecnologia. O consórcio Wireless Power concluiu a padronização da tecnologia, chamada de Qi, para carregar gadgets de baixa potência (até 5 watts). Com padrão, fabricantes poderão desenvolver carregadores compatíveis com gadgets de diversas marcas. Nokia, Philips e LG são algumas empresas que participam do consórcio.

Já existem alguns produtos que usam a tecnologia, como os da marca Powermat (foto acima) e o Contactless Power Charger Wiimote, da taiwanesa Fu Da Tong Technologies. A Palm vende o Touchstone, veja foto a seguir.

Não é uma ótima ideia? Celulares da família, todos reunidos em cima de uma base bonitinha, ao invés de espalhados pela casa, cada um em uma tomada? Eu, que tropecei outro dia no fio do carregador do meu celular, ficarei realmente contente quando isso se popularizar. E parece que não vai demorar.

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Quando o celular é indigesto

por Kátia Arima
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Ontem, no post anterior, eu chamei o celular de nojento e hoje vou acusar o coitado do aparelho de indigesto. Antes que alguém me acuse de ser tecnofóbica, deixem-me explicar melhor: eu amo celulares, smartphones e todos seus aplicativos incríveis, mas acho que a maioria dos seus usuários perderam o bom senso na hora de usá-los. Nos restaurantes, nos bares, não é incomum observar gente que está mais preocupada com seus e-mails, RSS, Twitter, que com os seres humanos à sua frente.

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