
Um estranho silêncio ecoa pelas noites do Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo
Ano passado, nas madrugadas da Campus Party, teve balada para (quase) todos os gostos: do rap à música eletrônica, passando pela MPB do Teatro Mágico; tudo no último volume.
Em 2010, porém, não terá nenhuma festa do gênero, segundo o diretor-geral Marcelo Branco. Por duas razões, em suma: a má acústica do local e as reclamações dos participantes que queriam apenas dormir ou relaxar em seus computadores.
“Ano passado não foi legal para nós, nem para os campuseiros”, diz Branco. “Os shows ficavam bem no centro do evento, atrapalhava muita gente”.
Embora não tenha sido citado pela organização do evento, a edição de 2009 também foi marcada por uma confusão generalizada diante de uma apresentação do rapper De Leve.
No episódio, muitos campuseiros se sentiram ofendidos com os trocadilhos maliciosos da música “México” e decidiram vaiar o cantor, que se retirou do palco e trocou palavras pouco amistosas com os acampantes.
Ainda assim, Marcelo Branco ressalta que, na edição de 2011, com um novo lugar para sediar o evento, a possibilidade dos shows voltarem é grande.
“Estamos fechando um parceiro para shows ano que vem”, pontua.
Foto: Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com ; extraído de http://www.flickr.com/photos/campuspartybrasil/