
Curto e seco, Edu Agni, especialista em Semântica e Web Standards disse o que a plateia queria ouvir: a Web 2.0 é uma favela. Mas falta pouco para sua era chegar ao fim. A nova versão do HTML 5 vai ser liberada este ano e se torna oficialmente uma recomendação para os desenvolvedores em 2012. E já dá para ir aprendendo a produzir conteúdo semântico até lá.
Agni e os desenvolvedores condenaram a bagunça que são os códigos-fonte atuais, desordenados como uma favela, e com tags sem sentido, como páginas em branco em um livro. Um exemplo é o uso da tag “div” para inserir mais texto, enquanto ela deveria ser usada para conter grupos de elementos. Organizar conteúdo usando as marcações para o que elas realmente servem, ou separar os elementos de uma página como conteúdo e formatação, já são fazer web semântica, independente do HTML5, que deve favorecê-la ainda mais.
Outra preocupação que deve ser levada em conta é a de não usar marcações que tenham significado meramente visual. Tags como “i” e “b”, que respectivamente dão ênfase e ênfase forte, devem ser substituídas por “em” e “strong”.

A sacada é que as novas tags não servem apenas para fazer o texto chamar mais atenção, mas podem ser reconhecidas pelos buscadores. Assim o que é colocado em negrito, por exemplo, tem mais relevância dentro de um texto e deixa mais fácil para o buscador reconhecer seu assunto. Alguns dos browsers mais recentes como o Chrome, o Firefox 3.5, o IE 8 e o Safari 4 já conseguem detectar isso em sites como o do Safari.
E como na Campus Party tudo é meio futurista, Agni falou de suas expectativas com o HTML5. Quando os computadores entenderem dados como telefone, endereço, localização, etc, com tags como a “label”, ele disse que será fantástico poder marcar uma viagem no seu calendário e já ter passagens reservadas no aeroporto e sugestões de itinerários. “Tudo vai ficar mais automatizado quando os computadores começarem a entender a nossa vida”.
Na HTML 5:
“article” vai identificar vários posts de um blog
“font” vai ser aposentada
“header” e “footer” vão designar cabeçalho e rodapé
“aside” vai ordenar melhor informações como menu e campo de busca
“figure” insere imagens com legenda
Imagem: WikiCommons
Aproximadamente 40% usam IE6 e UE7, não exatamente porque não querem mudar, mas por total falta informação. Todos sites desenvolvidos são feito para ter compatibilidade com várias diferenças com esses navegadores de 10 anos, como exemplo do site iPlay.com.br que é multimidia, ai concordo com a tal favela de codigos. Agora quantos anos poderemos criar sites puramente HTML5 e tecnologias futuras?? Somente quando os navegadores por si, tenha atualizações obrigatórias, ou até mesmo os principais portais “obriguem” a todos fazerem atualizações.
Vai ser lindo… Mas tb vai ser um rolo do K7!!
Estou ansioso. Já testei a extensão do Chrome 4 que altera os elementos em flash do youtube para o novo padrão de video. Parece muito promissor! Ainda tá meio bugado, mas já dá pra ter uma noção.
huhuhuh
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