terça-feira, 29 de março de 2011 - 16:57

Saltos e histórias: o avanço dos games nos anos 80

Já falamos aqui sobre as novidades que a década de 1970 trouxe para os games. Mas o grande momento de inovações da indústria foi mesmo a década seguinte. Os anos 80 vieram com uma verdadeira revolução na arte de fazer jogos. Selecionamos a seguir dez dos avanços mais significativos da época.

Música de fundo

Imagem de Amostra do You Tube

Os sons chegaram aos games em 1972, com Pong, mas a música propriamente dita só viria sete anos mais tarde. Rally-X (1980), da Namco, foi o primeiro a contar com música de fundo, e abriu caminho para que trilhas memoráveis impregnassem as mentes dos jogadores de todo o mundo.

A música de videogame, com o passar do tempo, tornou-se não apenas um aspecto essencial para envolver os jogadores durante as partidas, mas também acabou se caracterizando como um estilo musical particular, com fãs, bandas do estilo (como Os Gameboys), comunidades de remix (como o OverClocked Remix, em inglês) e até espetáculos com orquestra (como o Video Games Live, que passa pelo Brasil todo ano desde 2006).

Cutscenes


Antes dos “filminhos”, os games não eram exatamente um ótimo lugar para se encontrar uma história interessante. Mas ainda que o primeiro jogo a apresentá-los também não tivesse um enredo super complexo, ele abriu caminho para que outros jogos tivessem.

Por mais improvável que seja, Pac-Man (1980) foi o primeiro game com cutscenes (e também o primeiro com mascotes, o primeiro de fuga em labirintos, entre outros pioneirismos). Os pequenos trechos animados eram uma espécie de vinheta cômica na qual os personagens perseguiam uns aos outros. A partir dessa base, outros games começaram a trabalhar mais e mais as sequências não-jogáveis que enriquecem as estórias, para a alegria daqueles que curtem assistir a uma boa animação – ou para o terror daqueles que não têm paciência de esperar aquilo acabar para poder voltar a jogar.

História

Imagem de Amostra do You Tube

Falando em história, o primeiro jogo a apresentar uma foi Donkey Kong (1981). Pode-se dizer que os RPGs textuais da década de 70 traziam histórias, mas elas não possuíam personagens bem delineados e nem se desenvolviam totalmente dentro do jogo.

Neste caso, temos um enredo simples, claro e totalmente “in-game”: um gorila rapta uma donzela indefesa, um herói surge para salvá-la e derrota o vilão. E com isso os games ganharam mais uma ferramenta para trazer o jogador para dentro de um mundo diferente, se aproximando cada vez mais do efeito de imersão que têm os livros e os filmes.

Plataforma

Donkey Kong também foi o primeiro de um dos gêneros mais significativos da história: os jogos de plataforma. Se hoje, num game, parece natural para você pular – seja para matar um inimigo, atingir um lugar mais alto ou seguir em frente sem cair num buraco infinito rumo à morte certa –, é porque um dia foi criado o Jumpman (hoje conhecido como Mario).

Deste conceito simples surgiram milhares de jogos e de personagens: até hoje, além de Mario, temos Lara Croft, Sonic, Mega Man e outros tantos pulando de lugar em lugar em busca de alguma coisa – e provavelmente continuaremos vendo essas mesmas caras por muito tempo fazendo a mesma coisa. E não nos cansaremos.

Polígonos

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É, meu caro. Se você achava que os primeiros gráficos 3D tinham surgido em algum jogo para PC da década de 90, está enganado. O primeiro game a contar com gráficos poligonais foi I, Robot, para arcades, de 1983. Repito: 1983.

O jogo, que consistia em pular de plataforma em plataforma transformando cubos azuis em vermelhos, não vingou. O motivo? É bem fácil perceber que, numa época em que os jogos de sucesso eram Pac-Man e Donkey Kong, este aqui estava muito à frente de seu tempo. Ele exigia um hardware muito diferente daquele usado por outros jogos, o que era uma grande pedra no sapato dos donos de lojas de arcade. E, não, o jogo não tinha nada a ver com o livro de Isaac Asimov nem com o filme estrelado pelo Will Smith.

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