sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 - 9:48

Na mão: o Android Motorola Spice

Mais um fruto da linha de Androids da Motorola, o Spice traz alguns recursos para apimentar a versão 2.1 do sistema operacional. Ele é membro da categoria de smartphones básicos com teclado físico, como os recentes Flipout, MB502 e Backflip.

Já tínhamos posto as mãos no aparelho em outubro, quando a Motorola lançou também o Milestone 2. Agora que ele chegou ao INFOlab, porém, deu para dar uma olhada em seu principal diferencial: o aplicativo Flashback. É inevitável a comparação com o Timescape, da Sony Ericsson. Ele organiza em uma linha do tempo de aspecto futurista as últimas ações executadas no smartphone, como fotos, fazer e receber chamadas e as atualizações dos seus amigos nas redes sociais.

Além de mostrar atualizações, dá para interagir com elas pelo próprio aplicativo. Clicando nas últimas fotos feitas, é possível abrir a galeria e compartilhá-la por redes sociais, mensagem ou e-mail (aí sim o aplicativo redireciona o usuário para o Facebook ou Gmail, por exemplo). Ao clicar nas últimas chamadas, é possível escolher pela interface se você vai ligar de volta ou enviar um SMS. Já para novidades do Facebook, por exemplo, a única alternativa é clicar na própria atualização e ir para a página da rede social, isto é, não é possível escolher responder, curtir etc do próprio Flashback.

Tirando isso, o Spice tem a diferença de unir o formato slide com teclado QWERTY e aquele touchpad atrás, para usar com o dedo indicador. Ele permite mudar de páginas com rapidez e acionar um cursor sem que seu dedo obstrua a visão da tela. Apesar de parecer interessante, admitimos que, pelo menos para nós, é bastante difícil se acostumar com ele e achá-lo mais eficiente ou intuitivo que o velho e bom toque na tela.

Falando em tela, a do Spice tem uma resolução que não é de cair o queixo, mas preenche bem o espaço de 3 polegadas, uma melhora em relação aos formatos quadrados do Flipout e do MB502. Já o teclado tem teclas que parecem muito apertadas, mas estão em relevo e têm boa resposta ao toque: erros na digitação não são muito frequentes.

Um ponto negativo é a construção do aparelho. Embora muito sólido e bem acabado por fora, por dentro ele não merece muitos elogios. É preciso tirar a tampa para acessar o microSD, que fica num slot em cima do cartão SIM. Ou seja, para trocar de chip, também é preciso ficar mexendo em travas do microSD. E não queremos ser chatos com o smartphone, mas também foi bem difícil remover a bateria, já que a presença do touchpad traseiro obrigou os outros componentes a ficar apertados embaixo dele.

Como muitos smartphones básicos, ele tem uma câmera no degrau dos 3,2 megapixels e tem o benefício de vir com aGPS, além do Wi-Fi e do 3G. Tem preço sugerido de 799 reais. Mais especificações aqui.

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