
Pelo jeito, a Lenovo também vai entrar na onda dos gadgets que não conseguem decidir se são netbooks ou smartphones, os smartbooks.
O site silicon.com divulgou recentemente algumas fotos e informações sobre o smartbook da Lenovo. Segundo o site, o dispositivo terá um chipset Qualcomm Snapdragon, de 1Ghz, e rodará o sistema operacional Android.
Ainda de acordo com o site, o smartbook terá bateria de oito horas, além de 3G e Wi-Fi. Ele deve chegar ao mercado dos Estados Unidos no início do ano que vem.
Foto/Crédito: Natasha Lomas/silicon.com
Atualizado: A Lenovo anunciou há pouco que o smartbook está sendo produzido pela empresa taiwanesa Quanta. O dispositivo apenas segue o mesmo design da linha IdeaPad da Lenovo, mas não será comercializado, tampouco produzido por ela.
Esse pode ser um pequeno notável.
Mas não sei até onde o Android ficaria bom sem o touch…
Usar com mousepad deve ser meio frustrante.
Tá pintando aí um futuro muito curioso, e bagunçado, para os sistemas operacionais dos aparelhos de hardware modesto. Uns estão usando o XP, outros usarão o Chrome OS e agora (inesperadamente, pelo menos para mim) estão surgindo alguns aparelhos que utilizam o Android sem no entanto serem o tipo de aparelho para o qual o Android foi pensado. Talvez vejamos o Android tomar uma boa dimensão além dos limites do mundo dos celulares, e vejo algumas razões para isso. Pela quantidade de aparelhos que estão surgindo com o Android talvez (e eu disse “talvez”) ele seja fácil de ser portado para qualquer plataforma; a grosso modo basta compatibilizar o kernel com o hardware; as camadas acima fazem o resto. Em segundo, por ser necessário que o Android seja super enxuto, pode ser que um hardware considerado fraco para um pc possa executá-lo muito bem e ser barato. Tem também o fato dele já estar em uso e haver um bom conhecimento sobre seu desenvolvimento já difundido, enquanto o Chrome OS ainda está saindo do forno. Por fim, o fato de terem escolhido o Java como principal linguagem de desenvolvimento, beneficiará enormemente o Android, pois isso irá tirar proveito máximo da portabilidade que o Java oferece. Já nos outros sistemas os aplicativos devem ser recompilados e precisa-se programar em C, C++ e etc, que são bem mais difíceis que Java e tem bem menos desenvolvedores. Interessante essa situação. Será que o Android vai competir com o próprio Chrome OS no terreno dos tables e netbooks?
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