Uma previsão está causando a maior polêmica. A IDC, firma especializada em análise de mercado, prognostica que, em 2015, o Windows Phone será o número 2, depois do Android, deixando para trás o iPhone e o BlackBerry.
A expectativa da IDC vai na contramão de outras empresas que também traçam cenários futuros. Quais teriam sido a lógica e os sinais concretos de mudança que serviram de base a essa previsão tão distante da realidade atual? A maioria das opiniões tende a considerar a previsão exageradamente otimista para o lado do Windows Phone. Mas, ao mesmo tempo, poucos a descartam como absolutamente irrealizável.
É fácil perceber que o Android avança rapidamente para ocupar a primeira posição do mercado. Embora tenha redefinido o setor e nele ocupado a posição de liderança, o iPhone tem um sério calcanhar de aquiles: é produzido exclusivamente pela Apple. Enquanto isso, do outro lado há uma miríade de empresas, que vão de grandes grifes – como Samsung, LG, Motorola e Sony Ericsson – até centenas de empresas sem nome.
Agora, como explicar a incrível ascensão prevista para o Windows Phone? Um fator concreto que pode empurrá-lo para cima pode ser, sem dúvida, é o recente acordo firmado entre a Microsoft e a Nokia, maior fabricante mundial de celulares. Mas será que isso basta definir essa incrível decolagem?
Até agora, ainda não é possível perceber como o Windows Phone vai concretizar esse milagre. Esta semana estive mexendo durante algumas horas com o HTC Trophy, um smartphone com Windows Phone 7. Não me preocupei com os aspectos de hardware e performance, apenas com o sistema.
Foi a primeira vez que tive a oportunidade de mexer com um celular assim. O WP7 obviamente é um bom sistema operacional – e está no páreo. Mas minha conclusão, até agora, é a de que a experiência com o iPhone ainda supera a do Android e a do Windows Phone, nesta ordem.
Creio que a força do iPhone está numa interface limpa e muito simples, herdeira de algo que teve início no finado Palm. Tudo muito direto: é ligar e sair usando. Android e Windows Phone não têm essa simplicidade. E este último, além disso, tem ainda um ecossistema bastante incipiente, com poucos aplicativos à disposição.
Naturalmente, o mercado é um organismo vivo – e nele tudo pode mudar. Mas entendo por que, com os olhos na situação de hoje, é difícil conceber o salto fenomenal previsto pela IDC para o Windows Phone.