O usuário, em qualquer versão do sistema (não somente as mais avançadas, como agora) poderá trocar o idioma da interface.
A menos de uma semana para a liberação do Windows 8 Consumer Preview, marcada para o dia 29/2, floresce na mídia de tecnologia uma vibrante temporada de especulações.

Windows 8 compilação 8220, pré-beta: tela do Desktop com barra da interface Metro à direita
Imagens do que seria a compilação 8220 do Windows 8 foram publicadas pelo site chinês PC Beta. Essa versão do sistema é supostamente anterior à que vai ser distribuída como Consumer Preview (esse é o nome do beta) no final deste mês. Até o momento, não há ainda uma data estabelecida.
Uma das revelações dessas telas é o desaparecimento do botão Iniciar e do menu homônimo. Não se sabe o que ficará no lugar para cumprir as funções desses itens. A versão para desenvolvedores, apresentada em setembro, deu pistas de como será a cara do sistema, marcada especialmente pela nova interface Metro. Técnicos e usuários mais curiosos puderam experimentar essa versão preliminar. Creio que a grande interrogação que ficou refere-se à integração entre a interface Metro e o formato tradicional do Desktop, com o qual já estamos acostumados desde o Windows 95.
PERGUNTAS
Dezenas de perguntas podem ser feitas em torno desse ponto. Se o sistema põe o foco na interface Metro, como a MS fará para não desmotivar quem ainda vai precisar, por muito tempo, usar os aplicativos tradicionais? Na mesma linha: como acomodar aplicações escritas tipicamente para tablets com outras mais ajustadas para o desktop?
Aparentemente, as aplicações para celulares e tablets são diretas e ligeiras: destinam-se a executar um número relativamente reduzido de funções. Um programa como o Excel ou o Photoshop, tal como os conhecemos hoje, tem de ter, naturalmente, dezenas, centenas de comandos e opções porque vão executar tarefas complexas. Tanto que até admitem a programação de macros para automatizar atividades complicadas e repetitivas.
Dá para imaginar alguém com um tablet montando uma simulação financeira sofisticada? Acho que não. Mesmo no caso de um Word para tablet, só consigo vislumbrá-lo para tarefas que não vão muito além de produzir o texto. Formatações requintadas, macros e soluções do dia a dia como malas-diretas, consultas a bancos de dados, tudo isso fica fora. Minha visão, admito, pode estar muito calcada na experiência do desktop. Mas, como ensina o mestre Marshall McLuhan, o tablet é um meio diferente do destop. Então, dá para desconfiar que a mensagem dele tende a ser também diferente.

Outra tela do Desktop: aqui, o destaque é a barra de charms transparentes, à direita
Em vista disso mesmo, também não se sabe como a Microsoft vai contemplar o usuário corporativo. Certamente, para quem usa o PC em atividades bem determinadas, os atrativos da interface Metro não têm muito o que oferecer. Mas é óbvio que intenção da empresa de Steve Ballmer é vender o Windows 8 também para as corporações.
Mas as respostas a essas dúvidas só começarão a aparecer quando sair a nova versão preliminar do Windows 8, agora já chamada de Consumer Preview – voltada, portanto, para o usuário final, em contraposição à anterior, que era uma previsão para o desenvolvedor.
Segundo imagens publicadas pelo site chinês PC Beta (duas delas são reproduzidas neste post), a compilação 8220 do sistema (anterior ao beta) não terá mais nem o botão Iniciar nem o menu do mesmo nome. Esses dois itens ainda estavam presentes na versão para desenvolvedores. Mas – se é verdadeiro esse vazamento – isso ainda esclarece muito pouco sobre a coexistência e a integração entre as duas interfaces.
Para saber, de fato, não há outro jeito senão aguardar que a Microsoft publique a versão beta. A não ser, é claro, que algum vazamento antecipe as novidades.
Na próxima terça-feira, 13/09, começa a conferência BUILD, para desenvolvedores, na qual espera-se que a Microsoft mostre uma versão preliminar do Windows 8. Até agora, sete funções foram confirmadas.

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