O Windows 8 Consumer Preview está oficialmente disponível para download. Esta é uma versão beta do sistema operacional, que traz melhorias em relação a anterior, destinada a desenvolvedores. Instalamos o Consumer Preview em uma máquina potente da Intel que estava com Windows 7 Ultimate 64 bits. As configurações do bólido são:
Fizemos a instalação descompactando o ISO e instalando a partir do Windows 7. Queriamos ter certeza que os dados do usuário não seriam apagados. Durante a instalação aparecem três opções e uma delas mantem os arquivos do usuário.

O primeiro pré requisito que não é uma limitação grande para Desktop é a resolução de 1024×768 pixels ou 1366×768 pixels para o utilizar o recurso snap (divisão da tela na interface Metro). Tendo em mente que pela primeira vez o sistema rodará na plataforma ARM, a resolução passa a ser um forte limitante para os tablets atuais. Mas estas são cenas de um próximo capítulo da Microsoft.
Ao iniciar o sistema, ficou a certeza de que ele está mais rápido. Considerando o processo de instalação e inicialização em relação ao Windows 7, na mesma máquina. Ainda não fizemos testes exaustivos para ter a certeza que o sistema operacional é veloz em qualquer configuração.
Entre as novidades que mais chamam atenção, está a Store, a loja de aplicativos da Microsoft. Por enquanto há poucos aplicativos disponíveis se compararmos com outros sistemas (principalmente o Linux), mas já dá para ter ideia como eles aproveitam a interface Metro. As aplicações pagas são gratuitas enquanto durar o beta, então não hesite em clicar no botão Buy. Aqui vale uma menção honrosa. A loja de aplicativo está visualmente atraente e segue o estilo da Marketplace, do sistema operacional móvel Windows Phone 7.
É notável também a melhora do acesso ao menu de opções charm, transição entre as interfaces e aplicações abertas. Vale ressaltar que a exploração dos cantos da tela é algo já tradicional no sistema operacional da Apple.
Veja um vídeo rápido dele em ação:
Mais detalhes do Windows 8 vocês conferem na edição de Abril da Revista INFO.
O usuário, em qualquer versão do sistema (não somente as mais avançadas, como agora) poderá trocar o idioma da interface.
A menos de uma semana para a liberação do Windows 8 Consumer Preview, marcada para o dia 29/2, floresce na mídia de tecnologia uma vibrante temporada de especulações.

Vídeo sobre o Windows 8 para ARM: pistas sobre o sistema
Como você já sabe, a Microsoft afinal fixou a data de lançamento do Windows 8 Consumer Preview – 29 de fevereiro, quarta-feira. O beta público do sistema será mostrado inicialmente em Barcelona, no Mobile World Congress, realizado de 27/02 a 1/3. Entre as novidades, deve trazer um demo do Office 15.

Windows 8 compilação 8220, pré-beta: tela do Desktop com barra da interface Metro à direita
Imagens do que seria a compilação 8220 do Windows 8 foram publicadas pelo site chinês PC Beta. Essa versão do sistema é supostamente anterior à que vai ser distribuída como Consumer Preview (esse é o nome do beta) no final deste mês. Até o momento, não há ainda uma data estabelecida.
Uma das revelações dessas telas é o desaparecimento do botão Iniciar e do menu homônimo. Não se sabe o que ficará no lugar para cumprir as funções desses itens. A versão para desenvolvedores, apresentada em setembro, deu pistas de como será a cara do sistema, marcada especialmente pela nova interface Metro. Técnicos e usuários mais curiosos puderam experimentar essa versão preliminar. Creio que a grande interrogação que ficou refere-se à integração entre a interface Metro e o formato tradicional do Desktop, com o qual já estamos acostumados desde o Windows 95.
PERGUNTAS
Dezenas de perguntas podem ser feitas em torno desse ponto. Se o sistema põe o foco na interface Metro, como a MS fará para não desmotivar quem ainda vai precisar, por muito tempo, usar os aplicativos tradicionais? Na mesma linha: como acomodar aplicações escritas tipicamente para tablets com outras mais ajustadas para o desktop?
Aparentemente, as aplicações para celulares e tablets são diretas e ligeiras: destinam-se a executar um número relativamente reduzido de funções. Um programa como o Excel ou o Photoshop, tal como os conhecemos hoje, tem de ter, naturalmente, dezenas, centenas de comandos e opções porque vão executar tarefas complexas. Tanto que até admitem a programação de macros para automatizar atividades complicadas e repetitivas.
Dá para imaginar alguém com um tablet montando uma simulação financeira sofisticada? Acho que não. Mesmo no caso de um Word para tablet, só consigo vislumbrá-lo para tarefas que não vão muito além de produzir o texto. Formatações requintadas, macros e soluções do dia a dia como malas-diretas, consultas a bancos de dados, tudo isso fica fora. Minha visão, admito, pode estar muito calcada na experiência do desktop. Mas, como ensina o mestre Marshall McLuhan, o tablet é um meio diferente do destop. Então, dá para desconfiar que a mensagem dele tende a ser também diferente.

Outra tela do Desktop: aqui, o destaque é a barra de charms transparentes, à direita
Em vista disso mesmo, também não se sabe como a Microsoft vai contemplar o usuário corporativo. Certamente, para quem usa o PC em atividades bem determinadas, os atrativos da interface Metro não têm muito o que oferecer. Mas é óbvio que intenção da empresa de Steve Ballmer é vender o Windows 8 também para as corporações.
Mas as respostas a essas dúvidas só começarão a aparecer quando sair a nova versão preliminar do Windows 8, agora já chamada de Consumer Preview – voltada, portanto, para o usuário final, em contraposição à anterior, que era uma previsão para o desenvolvedor.
Segundo imagens publicadas pelo site chinês PC Beta (duas delas são reproduzidas neste post), a compilação 8220 do sistema (anterior ao beta) não terá mais nem o botão Iniciar nem o menu do mesmo nome. Esses dois itens ainda estavam presentes na versão para desenvolvedores. Mas – se é verdadeiro esse vazamento – isso ainda esclarece muito pouco sobre a coexistência e a integração entre as duas interfaces.
Para saber, de fato, não há outro jeito senão aguardar que a Microsoft publique a versão beta. A não ser, é claro, que algum vazamento antecipe as novidades.