quinta-feira, 5 de setembro de 2013 - 13:07

Pou retoma fórmula do bichinho virtual no celular

Pou aparece entre os aplicativos grátis mais baixados do Google Play ao lado de Facebook e WhatsApp

Pou aparece entre os aplicativos grátis mais baixados do Google Play ao lado de Facebook e WhatsApp

O Tamagotchi foi um brinquedo criado pela japonesa Bandai (a mesma dos Powers Rangers, do Digimon e centenas de outros animes, games e séries tokusatsu) em 1996, com a premissa básica de ser um bicho de estimação para quem não podia ter um bicho de estimação de verdade. Foi uma febre, inclusive, no Brasil – quem é que nos anos 90 não teve um bichinho virtual?

Ao ligar o aparelho, tinha-se um ovo, que gerava um bichinho amorfo em poucas horas. Comida e carinho (ou falta de ambos) eram o essencial para criar um pet fofo ou um minimonstro. Eles cresciam e morriam seguindo o ciclo da vida. E era a preocupação das crianças em ver um “anjinho” ir aos céus a graça de estar o tempo todo de olho no aparelho.

O engajamento é o mesmo que transformou Pou num fenômeno de downloads. O app, lançado em junho deste ano, é o primeiro da lista da categoria Games no Google Play e figura ao lado dos aplicativos Facebook e WhatsApp como os mais baixados. São de 50 milhões a 100 milhões de games instalados, segundo dados do site. Na AppStore, da Apple, o aplicativo custa US$ 1,99 e também figura entre os mais baixados.

Uma das pessoas que usa o aplicativo diz, no Google Play: “amo tomar conta do Pou. Ele é fofo. É divertido e fácil de cuidar. Mesmo a minha irmãzinha de 4 anos sabe como alimentá-lo, trocar suas roupas, dar banho nele e brincar com ele”. A própria garotinha, que está ainda aprendendo a importância de banho e alimentação para a própria vida, sabe que um bichinho virtual requer esses cuidados básicos.

A simplicidade dos gráficos e das tarefas não minimizam seu efeito engajador. Algumas vezes ao dia o app chama o usuário a entrar no jogo e dar comida e brincar com o bichinho. Quanto mais se joga, mais moedas são acumuladas para trocar por itens e acessórios para o próprio Pou – de chapéus, sapatos e roupas ao fundo da tela. Ele cresce e, se ficar muito tempo sem limpeza e cuidados, pode morrer.

Pou-tela-blogO libanês Paul Salameh, de 24 anos, é o desenvolvedor por trás do game. Para ele (que batizou o bichinho virtual com seu próprio apelido), a graça do game está em “ouvir o que os usuários têm a dizer. Em entrevista o site Wamda (em inglês), ele afirmou ter criado o jogo com códigos básicos, pesquisados no Google.

O engajamento vem, justamente, de sempre oferecer algo novo. Na AppStore, os itens mais vendidos custam dinheiro de verdade – a poção sai por US$ 0,99 e 48 mil moedas do game, US$ 11,99. O apelo do jogo é a customização.

O Paul de verdade diz que, hoje em dia, se dedica exclusivamente às melhorias do game – após o fim de seu contrato de trabalho em maio. Ele não fala sobre lucros, mas pela quantidade de downloads oferecidos e pelo número de fãs que o jogo arrebatou, não deve ser pouco para que o libanês tenha que se preocupar em achar outro emprego. “Até tatuagem eu já vi”, afirma o criador do alien-bicho-virtual.

Conheça o Pou e baixe o aplicativo no Downloads INFO

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