
Airbags frontais serão itens de série em todos os futuros carros produzidos no Brasil. Isso se o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionar o projeto que foi aprovado sem alterações pela Câmara dos Deputados, ontem (18).
Regulamentada por aqui, a medida será feita palmo a palmo, ou, melhor dizendo, carro a carro. As montadoras terão um ano para aplicar as bolsas de segurança dos bancos dianteiros em todos os seus novos modelos. Quanto aos exemplares existentes, o prazo de tolerância se estenderá para cinco anos, já que exige adaptação de peças e plataformas.
No primeiro ano da nova lei é esperado que as almofadas de segurança estejam presentes em 30% dos novos carros, e 100% até o fim de 2014.
Um acordo para montar uma indústria de airbags nacional já está engatilhado. Segundo o grupo Rhodia, que produz fios de nylon para a almofada de ar, está tudo firmado para o primeiro esquema de fabricação dos adereços, em São Paulo.
A companhia fornecerá a fibra têxtil e duas indústrias de autopeças, Tkata e TWR, serão responsáveis pelas aplicações nos veículos, de acordo com a demanda das montadoras.
Nos ventos atuais, apesar de haver a tecnologia necessária -e bem estruturada- no país, os airbags são artigos suplementares e importados.
É bem provável que os preços dos automóveis cresçam com a nova obrigatoriedade. Nenhuma das empresas envolvidas, porém, pode ou sabe informar detalhes de custo enquanto a norma não é sancionada.
Certeza é que, dos benefícios à população, o mais promissor é a geração de empregos e investimentos, além da queda no número de lesões em acidentes. Esperamos que saia do papel. E, é claro, funcione como no papel.