
Bread Torque: ele não emite nenhum poluente, é cheiroso, porém, não sai do lugar
Demos uma pausa nas tecnologias para falar de pães. Mas, antes que você, brasileiro, escreva que o pãozinho francês está cada vez mais caro, saiba que ainda não desistimos de tratar sobre carros por aqui e, talvez por isso, deixamos a inflação um pouco de lado.
A verdade é que, ao contrário do que maldizem por aí, automobilismo e culinária combinam, sim, e vão muito além dos petiscos à beira da pista. Veja, como exemplo, o caso dos padeiros metidos a engenheiros, que construíram, nos domínios de Cingapura, um veículo, em tamanho real, utilizando apenas baguetes, ciabattas, torradas, entre outras massas.
Anote aí a receita. O primeiro passo é selecionar meia dúzia de chefes de cozinha, dois artistas, dois técnicos, dois cozinheiros e cinco voluntários. Junte tudo numa sala espaçosa. Depois, separe aproximadamente quinze mil dólares e 549 horas de tempo livre. Feito isso, compre quinze quilos de fermento, catorze litros de água (sim, porque, hoje, nada é de graça), dois quilos de sal, 10800 ml de verniz para comida e, com os ingredientes, faça mil pães de 22 tipos diferentes.
Deixe esfriar, use a criatividade e, pronto, está feito o ‘Bread Torque’. O primeiro exemplar, ou a primeira receita de sucesso é esta vista por aqui, e que está exposta até o dia 27 de setembro, no Royal Plaza On Scotts, um hotel cinco estrelas voltado para o mundo dos negócios, no país asiático.
Você deve se perguntar qual é a verdadeira utilidade de tanto fermento acrescido, ou até questionar o desperdício de alimento, porém, a defesa dos projetistas é que se trata de uma obra de arte – e, que, de certa forma, serve como crítica às emissões de carbono.
Se apreciou as formas do carro-pão, confira mais fotos do invento no Flickr.

Carro-de-pão é sinal de que os tempos estão mudando: a ala masculina, cada vez mais, larga a graxa para botar a mão na massa