
Bertone Carabo de 1968: design e portas influenciaram uma série de carros de luxo e modelos futuristas, anos mais tarde
A França, em 1968, vivia alguns momentos de euforia. Explodiam os testes da primeira bomba de hidrogênio no país e milhares de projetos eram importados para serem exibidos em feiras. Era a apoteose da tecnologia.
Um dos inventos que marcou época foi o conceito Bertone Carabo, apresentado no Paris Motor Show, em outubro daquele ano. A carcaça verde e fibrosa, quase reptiliana, e as portas verticais ainda estão na memória de muitos designers e aficionados por carros.
E não é para menos. O criador do Carabo, o italiano Marcello Gandini, é considerado o pai das “scissors doors” (ou portas-tesoura), que mais tarde influenciariam de Lamborghinis à Batmóveis.
Bertone Carabo, que faz referência a um besouro no idioma italiano, virou brinquedo, mas sua versão fora das miniaturas nunca foi para produção.
Seu chassi era baseado no Alfa Romeo Tipo 33 com um motor montado centralmente. As experiências de aerodinâmica do besouro avançaram para outros modelos, inclusive da marca italiana.
Hoje, o modelo está exposto no museu Alfa Romeo junto a outros três estudos de design, que podem pintar por esta nova seção em breve.
Dizer que o protótipo “não deu certo”, ou que “não vingou”, neste caso, pode ser relativo, afinal, abriu as portas – verticalmente – para inúmeros avanços na indústria automotiva.
E é esse o propósito da “Conceitos que Não Deram Certo”, que estará presente pelo blog daqui em diante: mostrar o avanço dos estudos das tecnologias automobilísticas.

Vista superior do Carabo: a traseira também foi imitada por Lamborghinis

A propaganda do carro na época: portas verticais e uma modelo de capacete eram o futuro