
Protótipo do Trabant elétrico no Salão de Frankfurt: consórcio está em busca de investidores para se redimir com o ambiente e ressuscitar um clássico
Quando se diz “Trabant”, na Alemanha, é comum associar a palavra à poluição.
O rústico carro foi produzido na parte Oriental do país de 1957 a 1991 e ficou famoso no mundo todo por deter uma carroceria não-reciclável que era uma mistura de plástico e papelão – ou fibra de algodão.
Este recurso, embora tenha reduzido o custo de produção, fez com que, depois da queda do Muro de Berlim, o país todo procurasse uma forma de se livrar dos restos dos automóveis.
Sem possibilidade de reuso, então, a solução encontrada pelas autoridades alemãs foi desenvolver um fungo capaz de consumir o material da carrocerias. E todos desapareceram, forçosa e artificialmente, da Terra.
Dado este breve histórico poluente, vamos ao fato: o Trabant voltou com peso na consciência e agora terá um motor elétrico. A notícia veio diretamente do Salão de Frankfurt.
O protótipo lá exposto é fruto de um consórcio entre as companhias Indikar e Herpa, que estão atrás de investidores a fim de lançar o carro em 2012.
Para se livrar do estigma de “um dos piores carros de todos os tempos”, o Trabant terá um painel solar no teto, desenvolvido para rodar na cidade ou para distâncias não muito longas.
A propulsão deve ser de 60,3 cv e suas baterias de íon-lítio prometem autonomia de 160 quilômetros. Segundo os criadores, a velocidade máxima atingida seria de aproximadamente 128 km/h; valor um pouquinho acima do motor barulhento do passado.
O preço sugerido, dizem, deve chegar a 29 mil dólares.
Será que ele voltará?
Ou, melhor, será que o mercado confiará?
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