
Ônibus movido a hidrogênio, que estreará daqui um mês em São Paulo na linha ABD
São Paulo, a partir de agosto, contará com um ônibus movido a hidrogênio em sua frota. Até 2011, serão quatro coletivos circulando de Jabaquara a São Mateus.
A primeira das peças ecológicas foi apresentada à imprensa ontem (2), na sede da EMTU, em São Bernardo do Campo, conforme reportamos no Plantão INFO.
Alguns detalhes tecnológicos da peça, porém, ficaram de fora da notícia. A missão da publicação de agora é esclarecer, ou apresentar melhor, algumas características do coletivo.
Antes de tudo, se trata de um veículo híbrido, movido a tração elétrica. Isto é, pode ser operado com as células combustível a hidrogênio, apenas com baterias (três de alto desempenho) ou com os dois sistemas ao mesmo tempo. Tal sistema promete proporcionar “maior economia de combustível e racionalização da energia gerada”, segundo a equipe do projeto.
A propulsão do transporte ocorre quando o hidrogênio armazenado nos nove tanques é introduzido na célula a combustível, onde há um processo eletroquímico. A partir dele, a energia elétrica é produzida por meio da fusão do hidrogênio com ar e libera água como subproduto.
Após a energia elétrica ser regulada, ela movimenta o motor elétrico de tração – parecido com um trólebus – localizado na traseira e gera a energia mecânica.
O ônibus a hidrogênio tem capacidade de armazenar 45 quilos de hidrogênio (cinco quilos em cada tanque, presumimos). Para se ter uma idéia de quanto isso significa, a média de consumo de um veículo desse porte é de 15 quilos de hidrogênio a cada 100 quilômetros percorridos.
Logo, a autonomia com o uso de hidrogênio é de 300 quilômetros ; e mais quarenta quilômetros que o ônibus é capaz de rodar utilizando a energia reservada nas baterias.
De aplicação automotiva, as células automotivas em paralelo, além de ter menor custo de produção, geram potência de 136 quilowatts.
Para comandar com maestria o invento, o motorista do coletivo terá a sua disposição um computador de bordo que informa as condições dos subsistemas e de segurança – e também é capaz de acionar dispositivos para estabilizar o veículo, dizem.
Ainda nas tecnologias do coletivo a hidrogênio, há também um recurso de regeneração do sistema de frenagem, como ocorre na Fórmula 1. Consiste, basicamente, no modo em que energia é armazenada nas baterias para ser usada caso haja necessidade de maior potência na movimentação do veículo.
O ônibus, de 12 metros de comprimento, tem espaço para 63 passageiros e espaço para cadeirantes. O nível de ruído é muito baixo comparado com as peças que possuem motores a combustão. A potência, de acordo com a EMTU, chega a 230 kw, o que dá, aproximadamente, 300 cv.
Até 2011, serão quatro coletivos circulando de Jabaquara a São Mateus.
A notícia espetacular do ponto de vista emissão zero de poluente fica diminuída pelo tímido investimento pretendido. Quatro unidades em um primeiro momento somente se justificariam acompanhado da promessa de futuros investimentos maciço na opção VERDE semelhante ao que foi presenciado pela população do ABD quando da implantação do corredor exclusivo de trólebus implantado pelo Metrô nos anos de 1986. Considero o corredor ABD uma obra que atingiu plenamente as expectativas e enquanto mantiverem os trólebus e não diesel constataremos que basta vontade política e teremos ações ecologicamente corretas mesmo não dispondo de tecnologias de ponta.
Rafael Augusto, tens razão. “Compromento” ficou feio. Errei na hora de digitar, perdão. Já está arrumado. Abraço e obrigado pela participação!
No ultimo paragrafo,a palavra comprimento ta escrita de forma errado.
Gostei muito da materia, espero que um dia todos os nossos veiculos sejam assim movido a energia e =letrica e hidrogenio
Xi… tá longe. Deviam investir mais em trólebus, melhorando a rede. Trólebus tem emissão ZERO de poluentes. Tem algumas desvantagens contornáveis, quase sempre relacionadas ao viário ou à rede aérea. Se fosse bem tratada a rede, não teria esse problema. O Fura Fila com eles seria o ideal em SP. E funcionam de forma boa no ABD, mesmo com a antiga rede rígida… O hidrogênio é bem vindo, mas duvido que entre em produção em série nos próximos 10, 15 anos aqui no Brasil.
Ewerton / Leahn,
é exatamente o processo de eletrólise da água, com energia solar que será utilizado na estação de abastecimento desse ônibus.
Além disso, o armazenamento de GNV, Gasolina, Diesel, Álcool é tão perigoso quanto ao de Hidrogênio se levar em consideração os controle utilizados.
Ewerton,
Hoje em dia, quando se fala em geração de hidrogênio para células de combustível, costuma-se utilizar processo de eletrólise utilizando energia elétrica de células solares. Não sei se eles estão utilizando-se dessa técnica, mas é uma prática possível, e que não implicaria na tranferência de emissor.
Um projeto excelente, principalmente quando se refere ao reaproveitamento de energia.
No entanto a geração do hidrogênio geralmente representa alta emissão de poluentes para a atmosfera (isso pode significar uma simples transferência de emissor). Outro fator a ser considerado trata-se do armazenamento de hidrogênio sob alta pressão (tóxico e altamente explosivo). Caso estes dois fatores encontrem-se extremamente controlados, trata-se de uma alternativa brilhante.
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