
Corredores de Londres: sistema integrado à GPS irá reduzir a velocidade de acordo com os limites de cada região
Vermelhos, de dois andares e com os volantes do lado direito, os ônibus londrinos não inspiram confiança a nós, brasileiros. Aos nativos do primeiro mundo, talvez, permaneça o mesmo sentimento. Tanto é que as autoridades do país acabam de instalar em alguns deles o que chamam de Intelligent Speed Adaptation, ou ISA, para os adeptos das siglas.
As três letras, em impecável sotaque britânico, nominam o sistema que regula a velocidade dos veículos de transporte público da capital da Inglaterra. Vale, sim, para táxis e veículos de frota do governo. Todos eles, vinte e um, de início, terão integrados um GPS que é capaz de reduzir a velocidade do automóvel quando a velocidade máxima permitida é excedida. A velocidade inteligente, dirão.
Em troca, porém, a sensação de liberdade é freada. Mas a relevante vantagem à sociedade é que o movimento não é brusco e algumas vidas podem ser poupadas – assim como o combustível também, é claro. E se o teste for aprovado, nos próximos doze meses, alguns motoristas privados, ou melhor, ingleses precavidos e com bom poder de compra, poderão ter sua versão do ISA acoplada no painel.
Resta-nos, enquanto a revolução do piloto automático não chega às terras sul-americanas, esperar os resultados das provas européias – no conforto de um assento de um ônibus nacional.