Parece que os engenheiros da F1 compraram o mesmo software de design de carros neste ano. Das nove equipes que lançaram seus carros para a temporada, oito tiveram a mesma ideia: colocar um degrau no bico dianteiro.
O recurso – que deixou os carros com uma aparência bem feia, segundo as próprias equipes – constrangeu os pilotos. O brasileiro Felipe Massa, por exemplo, disse no lançamento do carro da Ferrari que o bico dá um ar agressivo ao F1, mas que a estética não terá problema algum se ele andar bem na pista. Ok. Felipe foi um gentleman. Até a Red Bull, equipe campeã dos dois últimos anos, adotou o bico esquisito. E olha que a equipe tem o melhor engenheiro do grid, o talentoso Adrian Newey – um cara obcecado pela mais perfeita aerodinâmica e, claro, carros bonitos.
Mas o que explica o “bico diferente”? Simples. O regulamento técnico e as simulações feitas por computadores no túnel de vento.
Tudo começa pela FIA, a entidade que edita as normas técnicas do reguamento do campeonato mundial. Neste ano, ela exigiu que o bico fique a exatos 55 centímetros do chão. E que sua base superior, que fica mais ou menos na mesma posição das rodas dianteiras, tenha 62,5 centímetros de distância do chão. Desse modo, diz a FIA, a segurança do piloto aumenta. Numa eventual batida – seja de lado ou de frente – o bico não voa em direção da cabeça do piloto.
Só que a alteração, explicaram algumas equipes, causou um problema aerodinâmico nas simulações computadorizadas dos túneis de vento. Com essas novas medidas, os carros de F1 ficaram com um fluxo de ar menor na parte inferior do carro, onde estão algumas peças que ajudam na aerodinâmica, como o difusor.
Ou seja, os carros ficaram mais instáveis.
E como a instabilidade atrapalha na condução e faz o carro perder segundos preciosos nas voltas, os engenheiros encontraram – com a ajuda dos software de engenharia aerodinâmica – uma única solução: o degrau no bico. Por enquanto, das 9 equipes que mostraram seus carros, apenas a McLaren não têm o bico estranho. E as três equipes (Mercedes, Marussia e Hispania) que ainda não apresentaram seus F1s devem seguir a tendência esquisita da maioria.
Por quê? Porque a tecnologia tecnologia deu a resposta que o “feio degrauzinho” vai ajudar com certeza na aerodinâmica e velocidade do carro.
A tecnologia é um consenso entre os engenheiros e pilotos, tanto quanto a feiura dos carros da F1 2012.
Fernando Alonso e Felipe Massa, pilotos da Ferrari, vão ter na garagem um SUV ´superesportivo´: eles ganharam da Ferrari um Jeep Grand Cherokee para usar no dia a dia.
Os indianos não perdem tempo. Depois de criar o Nano, o carro mais barato do mundo, eles resolveram lançar um modelo superesportivo também “mais barato do mundo”.
A Toyota está de volta a 24 Horas de Le Mans, a mais tradicional corrida de resistência do mundo. Afastada da competição desde o fim da década de 90, a montadora japonesa vai levar, no dia 16 de junho, uma novidade para a prova: um carro híbrido e, de certa maneira, verde.
O sistema Android seespalhou por aparelhos de várias marcas, preços e formatos. Mas você já ouviu falar de um carro que toca música, acessa o Facebook e usa o GPS com a interface multitoque do sistema do Google? É o que faz o Citroën C4 de Ricardo Payão, engenheiro elétrico apaixonado por carros e gadgets. “Criei esse projeto para provar vários conceitos que ninguém acreditava”, diz Payão, 33 anos, especialista em desenvolver controles embarcados para empresas de automação.
O C4 ganhou as funções de um Galaxy Tab de 7 polegadas, potencializadas por um conjunto de melhorias que lembra o programa Pimp My Ride, da MTV, famoso por tunar carros nos Estados Unidos. No porta-malas, um PC montado sob medida se comunica com o tablet por Wi-Fi e toca música em 5.1 canais. Para não depender do sinal 3G, o C4 ganhou um cabeamento especial que liga seu sistema multimídia a uma antena mais potente.
Payão pretende transformar o carro geek em negócio. A intenção é credenciar oficinas para instalar soluções semelhantes, que custariam até 15 mil reais. Veja as customizações que um carro com tablet e sistema Android pode oferecer.
A Petrobras Distribuidora inaugurou nesta semana seu primeiro “posto do futuro”, que agregará, além do abastecimento, serviços mais interativos e sustentáveis.
A Chevrolet, em parceria com a TIM, irá lançar uma versão do carro Agile com rede Wi-Fi integrada.
Os carros da Porsche são conhecidos por duas características. A primeira, que salta aos olhos, é o design. A segunda (e mais importante!) é a capacidade de acelerar de 0 a 100 quilômetros por hora em pouquíssimos segundos. Pois a montadora alemã está desenvolvendo um sistema que promete acabar com pelo menos parte da diversão dos motoristas. Batizado de ACC InnoDrive, ele funciona assim: o carro rastreia o caminho percorrido no dia a dia e anota detalhes como velocidade média e curvas das ruas e transforma esses dados numa espécie de plano de voo. Ao motorista resta apenas o trabalho de virar a direção.
Segundo a Porsche, o sistema vai aumentar a segurança e diminuir o consumo de combustível. O protótipo está sendo testado num modelo Panamera S e ainda não tem data para chegar ao mercado.
Ninguém pode acusar o designer francês Ito Morabito de falta de criatividade. Aos 34 anos, seus trabalhos passam pelo redesenho da embalagem da Heineken, a criação de peças para Adidas, Nike e Louis Vuitton, e gadgets para a LG.
A pedido da Citroën, seu estúdio, o Ora-Ïto, criou dois carros futuristas. O primeiro modelo a sair do papel foi o branco, batizado de Evomobil. Segundo o designer, ele é o resultado de uma transformação genética dos carros da marca. O modelo preto, chamado UFO, foi inspirado num clássico da montadora francesa: o Citroën DS.
Infelizmente, os veículos (ainda) não funcionam de verdade. Mas eles ajudam a passar a ideia de como seria legal ter automóveis sem rodas e cheios de estilo num futuro próximo.
A Volvo apresentou durante o salão de Frankfurt, seu novo carro conceito que utiliza tecnologia intuitiva baseada nas telas sensíveis ao toque dos tablets no lugar dos controles de botão.