
O YouTube me recomendou waffles
Quem entrou no YouTube hoje reparou que o visual do site está todo diferente. O programador Brian Glick explica em blog que as mudanças visam destacar os conteúdos mais populares.
Como recebe 13 horas de vídeo a cada minuto, o YouTube deseja desesperadamente deixar à mostra o que caiu no gosto de seus usuários. Aliás, a home que você vê é diferente da que eu vejo, já que o serviço leva em conta os últimos vídeos que executamos para tentar adivinhar nosso gosto.
A nova página reúne vídeos em caixas com “Vídeos do momento” (aqueles estão crescendo mais em exibições), “Vídeos assistidos recentemente (sugerindo conteúdos baseado no que você viu recentemente) e “Mais Populares” (aqueles que reúnem maior número absoluto de exibições).
Li os comentários postados no blog do YouTube em inglês e em português. A reprovação dos usuários é quase unânime à nova interface. Foi assim há alguns meses, quando o serviço estreou formatação dos vídeos em 16:9, ao invés de 4:3. Na época, houve uma enxurrada de críticas, mas o site de vídeo não arredou pé da telinha widescreen. E eu duvido que recue das mudanças feitas hoje, apesar da repercussão negativa.
No YouTube prevalece a ideia de que não se deve perguntar o que o usuário deseja, mas antecipar tendências. Se você perguntasse a opinião do internauta comum há cinco anos ele não diria “quero um site para compartilhar vídeos que seja simples para fazer upload, tenha um player universal e se torne uma mídia capaz de ameaçar a TV convencional”.
O YouTube não está nem aí para a opinião dos usuários. E isso é bom.
Esta mulher roubou a cena
Entre as estrelas virais do YouTube poucos casos são mais comoventes que a trajetória de Susan Boyle, uma camponesa da Escócia que ganhou fama ao arriscar-se no Britain´s got Talent, uma espécie de “Fama” ou “Ídolos” do Reino Unido.
Reality shows do tipo são lugares muito propícios para humilhar candidatos com jeito tosco ou pinta meio ridícula.
Lembro de uma reportagem da Bizz que, após acompanhar uma pré-seleção para o Ídolos (então no SBT), definia a missão dos produtores como “identificar pessoas com algum talento musical ou potencial para ser zuado”. Boyle tinha tudo para ficar nesse último grupo.
Boyle não é jovem, magra ou descolada. Seu jeito roceiro foi recebido com claro desdém pelos jurados e platéia magros, jovens e descolados. Sem intimidar-se pelo cerco hostil, Boyle cantou lindamente “I Dreamed a Dream”, do musical Les Miserables e, em menos de dois minutos de audiência, pulverizou o preconceito contra si.
A história clássica do talento que vence as dificuldades correu o mundo e a apresentação de Boyle tornou-se o hit mais visto do YouTube ao longo da última semana. O vídeo é tão popular que a produtora inglesa pediu ao YouTube que bloqueasse o link de "embarcar" do vídeo, impedindo que ele seja visto em outros sites.
A senhora escocesa, que afirma nunca ter beijado um homem, virou verbete na Wikipedia, ganhou elogios de Demi Moore e Asshton Kustner no Twitter e, agora, viajará aos Estados Unidos para participar do programa de Oprah Winfrey!
O gênio do boxe sabia que só força bruta não é suficiente
Muhammad Ali costumava dizer que vencer por nocaute não deve ser a prioridade de um boxeador. Se você não conseguir derrotar seu adversário com duas ou três cacetadas, não se desespere. Tenha paciência e vença por pontos.
A breve história dos confrontos entre sites de P2P e a indústria fonográfica mostra que estes últimos são crackers craques na estratégia do “derrote seu inimigo pelo cansaço”. Foi assim com o Napster, Kazaa, LimeWire, eDonkey, SpyTorrent e tantos outros.
Frente às primeiras ameaças de Hollywood, os sites de P2P dão de ombros. Depois, quando o bicho pega e a briga vai parar nos tribunais, a coisa muda de tom. Um pouco de conversa para lá, umas bravatas para cá e a contenda termina num doce acordo que, na prática, atende os interesses da indústria e elimina a atuação do serviço P2P da vez.
O roteiro da indústria é sempre o mesmo: ameace, processe, proponha um acordo, ameace de novo, peça uma indenização milionária, apresente um recurso, altere o tom de voz várias vezes e, enfim, derrote seu oponente.
O que torna o caso Pirate Bay difícil de prever é que a turma de Peter Sunde não segue o script, não desiste! Quando seus servidores foram apreendidos pela polícia sueca em 2007, eles fizeram troça e mudaram seus arquivos de lugar. Quando foram processados, disseram que iriam emoldurar!!! uma eventual multa e colocá-la na parede de casa, ao invés de pagá-la.
Bom, mas agora eles foram condenados a um ano de xadrez e ao pagamento uma bolada que, na prática, os obrigará a se desfazer se seu patrimônio pessoal, visitar a namorada de ônibus e só tomar vodca de segunda. Seria esta vitória final de Hollywood? Os garotos vão pedir desculpas, fazer um acordo com a promotoria para converter seu ano de cana em serviços comunitários e deixar o Pirate Bay offline? Que nada!
O site continua no ar e as declarações dos réus cada vez mais apimentadas. Sunde disse que seu julgamento foi “um circo para a mídia”, que a derrota no primeiro julgamento não quer dizer nada e que o Pirate Bay continuará a funcionar normalmente.
Como os réus (Frederik Neij, Peter Sunde, Gottfrid Warg e Carl Lundstrom) são primários (nunca foram pegos batendo carteiras em Estocolmo ou aprontando arruaças nos bares de Gotemburgo) vão recorrer em liberdade. Não consigo pensar no que Muhammad Ali recomendaria aos advogados da RIAA.
Estes rapazes conhecem seu futuro amanhã
Se Galvão Bueno fosse sueco já estaria lá, na porta da corte de Estocolmo aos gritos de “haja coração” e “é teste pra cardííííííííaco, amigo”. Afinal, amanhã a corte nórdica decide se os garotos do Pirate Bay são culpados ou inocentes.
Após semanas de silêncio, Peter Sunde voltou a dar entrevistas e disse confiar na vitória. O mesmo disseram os advogados das gravadoras. Tudo muito previsível.
O que não tem dá para prever é o resultado da ação. Ninguém tem uma ideia clara do que passa pela cabeça da corte.
Fora do Suécia, aliás, o julgamento é visto como um marco para uma questão mal resolvida em todos os outros países: afinal é ou não crime trocar arquivos protegidos por P2P? Montar um site que indexa torrents, então, é contra a lei?
O pessoal do PirateBay já disse que o site não sairá do ar. Pode, no máximo, mudar seus servidores de endereço.
Seja qual for a decisão legal, é evidente que o torrent não vai acabar por decreto. Aliás, como qualquer outra tecnologia, o P2P só vai morrer quando ficar obsoleto.
Apresentador enterra sua carreira na TV: todo mundo faz papel de bobo
A Nielsen e o Gartner ainda não se debruçaram sobre o tema. Mas eu aposto uma conexão Speedy que 90% dos hits de sucesso no YouTube se resumem a só três categorias: as fofurices, as dancinhas engraçadas e as cenas patéticas. Às vezes, um só vídeo pertence às três categorias de uma só vez. Que potencial, eim?
No quesito fofurices cabem todos os hits com bichinhos e criancinhas fazendo coisas engraçadas. Um garoto gorducho cantando Chubby Cubby Cake Boy, por exemplo, já soma incríveis 17 milhões de exibições! Vão nessa linha vídeos de gatos fazendo gracinhas, filhotes de cachorro engatinhando e chimpanzés andando de Segway! Todos mega sucessos.
Outro caminho seguro para a ribalta do streaming são as dancinhas engraçadas. Dance Evolution fez fama graças a uma atuação performática de Judson Laipply. Mas é exceção. Na maior parte das vezes, a patetice é que impulsiona uma dança. Aquela, do quadrado, que o diga.
A terceira avenida para o sucesso são cenas (espontâneas ou planejadas) que expõem alguém ao ridículo. Quanto mais humilhante, melhor. Jeremias Muito Louco, Sanduíche íche íche e As Árvores Somos Nozes são espontâneos. O vídeo "Apresentador" (no topo desses post) é uma farsa. O video que ganhou a web como "gafe do apresentador" na verdade era um esquete de humor.
A fama costuma ser tão generosa que os humilhados ficam felizes com a exposição. Ruth Sanduíche íche, por exemplo, pegou carona no YouTube e candidatou-se a vereadora em sua cidade. A voz por trás de As Árvores Somos Nozes gravou um CD de louvor.
É claro que, às vezes, o sucesso leva tempo. O vídeo de uma morsa turca tocando saxofone ainda não chegou ao seu primeiro milhão de exibições. Desconheço o motivo. Gente, é uma morsa! Tocando saxofone! Na Turquia!
Ir ao dentista nunca foi tão lucrativo
O que você faria se eu filho de 7 anos se tornasse um hit no YouTube por dizer bobagens sob o efeito de anestésicos? Ganharia dinheiro com isso, certamente.
Ao menos foi essa a decisão do pai de David Devore, um jovem americano filmado logo após sair da sala do dentista onde extraiu um molar. Ainda sob o efeito de medicamentos, o pequenino estranha as reações de seu corpo. “Eu não estou sentindo nada!” e “Nossa, eu tenho dois dedos” são algumas das frases do garotinho.
Com a percepção da realidade visivelmente alterada, o garoto urra, perde o olhar no horizonte e pergunta ao pai: “isto é vida real? Isto vai durar para sempre?”.
Não sei o que papai David pensa sobre a vida real, mas é um expert em ferramentas virtuais. Afinal, David pai seguiu à risca os mandamentos do marketing 2.0: criou perfis para o filhote em redes sociais, estreou um blog e um endereço no Twitter. Todos estes links apontam para a loja online “David After Dentist”.
Se você tem US$ 18, pode encomendar uma camiseta com a frase “Is this real life?”. Por mais US$ 18, leva outra com a filosofia “Is this gonna be forever?”
O talento empreendedor de David Pai gerou reações muito diversas e o hit ganhou as páginas de jornais, revistas e programas de TV nos Estados Unidos. Sobraram espinafradas para cima do papai, acusado de expor e explorar seu rebento, ao invés de protegê-lo.
O patriarca Devore classificou seus detratores como moralistas e disse que, inicialmente, nem pensou em faturar com o caso. Jogou o vídeo no YouTube para mostrar aos amigos e familiares e aí… acabou achando uma mina de ouro!
A discussão é antiqüíssima. Dizem que Júlio Verne certa vez se espantou ao cruzar com uma trupe de circo que em pleno século XIX usava crianças cegas como atração! Suponho que o feitor dono do circo tenha respondido, “O que é isso, meu caro Júlio! Essa é a vida real!”
O que procura quem busca por Madonna?
É de conhecimento até do mundo mineral o nome do serviço líder em buscas na web. Mas você sabe quem é o segundo colocado? A comScore sabe. É o YouTube.
Ao longo de fevereiro, a caixinha de search do YouTube recebeu mais inputs que o Yahoo!, Microsoft, AOL e Ask.com, respectivamente os próximos colocados no ranking.
A explicação para a performance do site de vídeos é que boa parte da audiência não busca textos em páginas HTML, mas sim arquivos de mídia rica, como vídeos.
“Serviços como o Google foram criados numa época em que as pessoas buscavam por textos na internet. Mas cada vez mais há uma tendência de buscas por fotos, vídeos, gráficos e músicas. Quem busca por ´Madonna´ não quer ler um texto sobre a rainha do pop, mas talvez queira ver um clipe ou espiar a última foto que um paparazzo capturou dela”, conta o diretor da agência F.biz, Roberto Grosman.
Grosman tem razão. Quando meu tio polonês Zbigniew Zmoginski digita ´Brazil´ no Google recebe como primeiro link o site do governo federal. Como segundo, o verbete de nossa pátria na Wikipedia!
Meu tio é um homem culto e não precisa ser informado que “Brazil is a country in South America bounded by the Atlantic Ocean”. Muito menos ler as últimas da gestão Lula, né?
Quando for tomar uma Zubrówka com o velho Zmoginski, vou recomendar que ele tente a mesma busca no Kosmix ou no Searchme. Ambos dão resultados mais relevantes para os interesses do meu wujek: mapas de viagem, vídeos de nossas praias, previsão do tempo…
O próprio Google, aliás, está incrementando sua “busca universal” e cada vez dá mais destaques aos vídeos e conteúdos ricos em seus resultados.
Na opinião de Grosman, essa mudança vai detonar o modo como os webmasters por aí pensam o SEO. “Quem ficar focado em ter os melhores resultados para textos, ficará para trás. O peso que a boa indexação de vídeos, gráficos e músicas terá nos mecanismos de busca será cada vez maior”, aposta.
O que você perguntaria ao filho de Deus se tivesse oportunidade de telefonar para ele? Algo sobre o sentido da vida? A razão de nossa existência?
Bom, eu falei hoje pela manhã com o Messias por telefone. Nosso papo foi sobre o novo hit do YouTube, uma versão mística de Rehab, de Amy Winehouse.
Olá, Cristo. O Senhor é fã do YouTube?
Veja, meu filho, eu nem conhecia o YouTube. Minhas discípulas é que me apresentaram o site. Eu achei o YouTube muito interessante. É uma emissora global e aberta de TV e rádio, não?
Elas que Te deram a ideia de divulgar a mensagem do Pai pelo site de vídeos?
Bom, isso aconteceu meio por acaso. Recebemos a versão musicada de Rehab de um compositor paulista, o Douglas Macch e as meninas quiseram gravar. Por coincidência, há uns jornalistas da Itália aqui em Brasília fazendo um documentário comigo. Eles sugeriram fazer um vídeo com qualidade profissional. E eu decidi colaborar.
O Senhor está em Brasília? Não vive mais em Curitiba!?
Não. Decidi mudar a sede do Reino dos Céus para o Distrito Federal a pedido do meu Pai. Ele me disse que Brasília é a nova Jerusalém.
Winehouse é uma mulher polêmica, envolvida em escândalos e consumo de drogas. O Senhor não achou perigoso associar Sua imagem à dela?
Olha, meu filho, eu não tenho preconceitos. Para mim, o importante é a pessoa ter um coração batendo no peito. Não me importa se essa moça é ou foi dependente de produtos químicos. Se um dia ela vier a Mim, vou pedir a meu Pai que dê uma benção a ela.
Mas o Senhor ouve Winehouse em casa?
Eu só tomei contato com a música original após gravar o clipe. Eu achei o som dela muito interessante.
O Senhor não teme que seu vídeo seja encarado como piada?
Não tem problema nenhum. Humor faz bem à vida. Se meu vídeo ajudar o fígado das pessoas a funcionar melhor, então já estou feliz. Minha missão na Terra é fazer o bem às pessoas.
Obrigado, Cristo.
De nada. Que meu Pai te ilumine para que você seja um jornalista que só escreve a verdade!
Em tempo: há um outro vídeo de INRI, menos produzido, disponível no YouTube. É uma versão mística de Toxic, de Britney Spears.

BBB faz a alegria do streaming da Globo
Há uma semana comentei aqui um estudo da Cisco feito no Brasil que relaciona o boom de vídeos no país a uma certa lentidão na internet. O post valeu 12 comentários. Nenhum deles com elogios às teles brasileiras.
Agora, vi um novo estudo, este feito pela Hitwise, e num mercado muito mais maduro que o nosso, o Reino Unido.
Por lá, a demanda por vídeo cresceu incríveis 40,7% nos últimos 12 meses e faz a conexão dos súditos de Elizabeth titubear. Só para efeito de comparação, a previsão da Cisco é que a demanda por vídeos cresça seis vezes (!!!) no Brasil entre 2007 e 2012.
Não quero fazer aqui o papel de advogado das teles – que cá entre nós deixam muito a desejar em seus serviços de banda larga (conexão cai direto, call center é confuso, preços são caros, etc.) – mas não deve ser nada fácil aumentar a infraestrutura a este ritmo alucinante de crescimento no tráfego de dados.
No caso da análise da Hitwise, há uma boa notícia: a maior parte dos novos vídeos que chega à web é publicada em flash, um formato incrivelmente mais leve que os antigos arquivos para rodar em Real Player (argh! argh! argh!) e Windows Media Player (argh!). Considerem aí que a ascensão do Silverlight, da Microsoft, colocou pressão pra cima da quase monopolista Abobe, que será forçada a caprichar mais no Flash para não perder mercado.
Além de aliviar a consciência das teles brasileiras, o caso inglês aponta um caminho que tem tudo para se repetir no Brasil: a consolidação de serviços de videocast. Lá, o líder nesse setor é a BBC, que todos os dias coloca uma tonelada de vídeos bem produzidos para a audiência online por meio do serviço BBC iPlayer. O iPlayer já é o 22º site mais visitado daquele país.
No Brasil, há muita gente tentando ocupar este espaço. Todos os grandes portais investem com força em vídeos, mas até agora nenhum mostrou grandes resultados. Comenta-se por aí que muitos nem desejam isso agora, pois os custos de banda são altíssimos. Nessa disputa, Terra e Globo levam certa vantagem, ainda que tropecem em players que nem todo mundo consegue abrir.
Líder na TV broadcasting, a Globo tem tudo para ser o iPlayer do Brasil. Inclusive porque chega à web com a vantagem competitiva de ter os direitos de transmitir eventos de grande interesse popular, como os gols dos campeonatos locais (a Globo tem as melhores imagens) e pragas como o BBB, um sucesso massacrante na internet.
Onde Sunde e Gottfrid vão a passar a noite do dia 17?
Os togados da Suécia vão relevar daqui a exatas quatro sextas-feiras se o quarteto que colocou em pé o mais rebelde serviço de torrent deve ir para o xadrez ou poderá curtir em liberdade a primavera nórdica.
Num passado não muito distante, quando os engravatados de Hollywood colocaram suas facas no pescoço de quem desafiava seu feudo mercado, os acusados afinaram legal. Não é, Napster? Não é, TorrentSpy?
São recorrentes os casos de gênios do P2P que na hora de encarar as barras dos tribunais dão um passinho para trás, dizem que as coisas não são bem assim e acabam fechando acordos com seus algozes.
Pessoalmente, não condeno quem recua frente um batalhão de advogados com pedidos de indenizações milionárias e ameaças de destruir seu patrimônio. Cá entre nós, não deve ser nada fácil encarar a banca da RIIA.
Os garotos de Estocolmo, no entanto, parecem resistir bravamente. Note que excelentíssimo promotor Haakan Roswall não pediu apenas o pagamento de multas. Roswall exigiu xadrez de um ano para Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm, Peter Sunde e Carl Lundstroem. É isso mesmo: o homem quer cana dura, xilindró para quem monta sites de torrent.
Frente toda essa pressão, o pessoal do The Pirate Bay reagiu com galhofa, desde pedir que o processo seja feito contra King Kong (nickname de um seeder contumaz), mandar flores para a esposa de um advogado da RIAA e até dizer que enquadrariam uma eventual multa!
Esta semana, Peter Sunde disse ao Torrent Freak que espera “uma vitória épica” dia 17, embora também “se prepare para a pior hipótese”. Sunde diz que seja qual for o resultado, nada pode deter o torrent. “O BitTorrent só vai deixar de existir quando uma nova tecnologia torná-lo obsoleto. Outras medidas não vão acabar com o P2P”, disse o réu.
Se “a pior hipótese” prevalecer, não faltarão fãs dispostos a enviar maços de cigarro para Estocolmo. Não que o pessoal do Pirate Bay fume, mas na cadeia eles valem como moeda, não é?