Qual é a eficácia real das câmeras de vigilância? Que elas
irritam quem tem pesadelos com o Grande Irmão, todo mundo concorda. Que possam,
de fato, por si só, garantir a segurança das pessoas e das empresas, é duvidoso.
As bombas do atentado terrorista de Londres, em 7 de julho, sepultaram, junto
com suas vítimas, qualquer perspectiva otimista sobre o poder das câmeras. A
cidade tem 500 mil câmeras de vídeo para vigiar qualquer coisa ilegal que se
mova sobre seu território. E isso num país que tem outros 3,5 milhões de câmeras
de vigilância. Não existe nação com mais proteção desse gênero do que a
Grã-Bretanha. E deu no que deu – 56 mortos, vítimas dos terroristas, e um
suspeito, um garoto brasileiro inocente, assassinado pela polícia.
Isso quer dizer que câmeras de vigilância são inúteis?
Nada disso. Vistas como ferramentas auxiliares, as câmeras IP são uma opção
interessante para quem precisa monitorar e controlar o acesso a áreas críticas
das empresas – ou à própria empresa. São fáceis de instalar e de gerenciar.
Funcionam conectadas diretamente a um ponto da rede local. Têm um servidor HTTP
embutido, o que permite ver as imagens no browser de qualquer computador da
rede. Basta digitar o endereço IP da câmera no navegador. E, se ela tiver um
endereço IP público, dá até para acessar as imagens a distância, utilizando um
PC conectado à internet. Quando integradas a sistemas de vigilância, as câmeras
IP facilitam a tomada de medidas – também a distância – como o bloqueio de uma
porta ou o acionamento de luzes, para mostrar ao invasor que ele foi descoberto.
Os preços e recursos dessas câmeras variam bastante, de
900 a 11 mil reais, dependendo dos recursos que tiverem – WiFi, controle remoto,
zoom digital, microfone embutido, entrada para cartões etc. Há modelos bem
sofisticados, com servidor próprio, que enviam automaticamente alertas com fotos
anexas para endereços de e-mail, toda vez que detectam algum movimento no
ambiente monitorado. Para empresas que já têm sistemas de vigilância com câmeras
analógicas, há soluções que aproveitam esses dispositivos, por meio do uso de
conversores que transformam os sinais analógicos das imagens capturadas pelas
câmeras em sinais IP.