REVISTA / EDIÇÃO 258
Decisões sem sair do lugar
Viagens demais? Reuniões remotas podem ser uma saída
Por CARLOS MACHADO
Em tempos de trânsito engarrafado e caos aéreo, viajar com freqüência para participar de reuniões é sinônimo de desperdício de tempo e produtividade. Mas como fugir disso? Uma saída, em especial para empresas com alto volume de viagens entre matriz e fi liais, pode ser a instalação de uma sala de videoconferência. Os equipamentos para isso compõem-se de uma unidade central, câmera de vídeo e microfone. ressupõem que já exista na sala um monitor ou aparelho de TV para exibir a imagem. A informação trafega via internet, em modo protegido. É possível ver no monitor a imagem local e a remota. Não é preciso que, na outra ponta, exista um hardware da mesma marca ou modelo. Basta que os dois falem a mesma língua — por exemplo, o protocolo H.323, o padrão mais comum nesse caso. INFO testou duas soluções desse tipo, o PCSG50, da Sony, e o Edge95 MXP, da Tandberg. Ambos são produtos para salas de tamanho médio.
VÍDEO GRAVADO
A estrutura do sistema PCS-G50, da Sony, é idêntica à de outras soluções para salas de reunião. Como elementos básicos, reúne uma unidade central, câmera de vídeo, microfone omnidirecional e controle remoto. Para completar a instalação, a empresa usuária deve agregar um monitor de vídeo ou um aparelho de TV. A operação do PCS-G50 é amigável. Combina o controle remoto e os menus na tela, em português. Um ponto de destaque do sistema é a câmera, que tem zoom óptico de 10x e digital de 40x. A unidade central traz um slot para cartão de memória Memory Stick. Isso permite gravar as reuniões. Durante a conferência, pode-se conectar um computador ao sistema — esse é um traço comum aos equipamentos do gênero — para exibir apresentações ou outros documentos. Um ponto fraco do sistema é a falta de saída DVI, para ligar o monitor de vídeo.
REUNIÃO WI-FI
O Edge95 MXP, da Tandberg, reúne quatro partes básicas: unidade central, câmera de vídeo, microfone e controle remoto. O monitor de vídeo ou aparelho de TV deve ser agregado pela empresa usuária. Na unidade central estão as conexões que ligam o sistema a dispositivos de áudio, vídeo e rede. Também nela estão os codecs, programas que garantem a comunicação em diferentes protocolos. O Edge95 se conecta a até quatro pontos de vídeo e três de áudio. A câmera tem zoom óptico de 7x. O destaque são as opções de conexões para áudio, vídeo e rede. Uma delas é o slot PC Card para conexão Wi-Fi. A operação é simples: basta usar o controle remoto e seguir os menus na tela. Nos testes do INFOLAB, usamos o Edge95 numa ponta e, na outra, o 1700 MXP. Este é outro modelo da Tandberg, mais simples, para a mesa do executivo. Traz, numa só peça, monitor, câmera e CPU
DÁ PARA USAR UMA WEBCAM?
Só é possível fazer videoconferência montando uma sala de reunião? Claro que não. Com um micro e uma webcam, pode-se conversar usando programas como Skype, Windows Live Messenger ou Yahoo! Messenger. Mas, nesse caso, não dá para garantir a qualidade da imagem ou do som, nem a segurança. Ninguém vai discutir um projeto sigiloso, no valor de milhões de reais, num esquema desse tipo.
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