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Wi-Fi mais veloz


As redes pré-n antecipam novidades do futuro padrão 802.11n

POR MAURíCIO GREGO

O novo padrão de redes Wi-Fi 802.11n não deve ficar pronto antes de julho de 2007. Mesmo assim, vários fabricantes já estão antecipando algumas das suas novidades. Elas aparecem nos dispositivos conhecidos como pré-n ou n-draft, que seguem as especificações já esboçadas para o futuro padrão. O INFOLAB avaliou dois conjuntos de equipamentos da geração pré-n, das marcas D-Link e TRENDnet. Um terceiro kit, da Cisco/Linksys, chegou tarde demais para participar deste teste. Ele será abordado na edição de dezembro da INFO. Como sempre acontece quando o assunto é rede sem fio, a velocidade real de transferência de dados fica muito abaixo dos valores nominais. Mesmo assim, o teste mostra que há um ganho substancial em relação à geração anterior.


VELOCIDADE

A velocidade de transmissão definida na versão preliminar da especificação 802.11n é 540 Mbps. É 50 vezes maior que a do 802.11b e dez vezes superior à do 802.11a ou g. Para conseguir esse salto no desempenho, o 802.11n incorpora a tecnologia conhecida como MIMO (Multiple Input, Multiple Output), já encontrada em alguns equipamentos 802.11g. Dispositivos MIMO possuem várias antenas, que transmitem e recebem dados em paralelo, o que eleva a velocidade total. Os equipamentos pré-n analisados pelo INFOLAB têm taxa de transferência nominal de 300 Mbps. Na prática, a melhor velocidade média registrada pelo INFOLAB (com produtos da TRENDnet) foi de 58,1 Mbps. Embora isso seja apenas 19% do valor nominal, já é o dobro da velocidade típica das redes 802.11g — um ganho que não pode ser desprezado.


ALCANCE

A tecnologia MIMO melhora o aproveitamento dos sinais de rádio refletidos no ambiente. Por isso, ela deve elevar o alcance das redes. Enquanto os transceptores 802.11g têm alcance típico de 30 metros num ambiente de escritório, o novo padrão deve, pelo menos na teoria, ampliar esse limite para cerca de 50 metros. No caso dos dispositivos pré-n analisados pelo INFOLAB, o alcance superior não se confirmou. A 40 metros de distância do ponto de acesso o sinal de rádio caía para menos de 20% da potência máxima, um nível crítico. Isso ocorreu tanto na rede montada com produtos D-Link como na que foi baseada nos da TRENDnet. O mesmo teste foi feito com a rede 802.11g turbinada que aparece no quadro Rede G Esperta. A 40 metros do ponto de acesso, foi registrado sinal com 76% da potência máxima, resultado melhor que o das redes pré-n testadas.


COMPATIBILIDADE

Não há garantia de compatibilidade entre produtos pré-n de diferentes fabricantes. Para que a rede trabalhe na velocidade ampliada, é preciso montá-la com dispositivos da mesma marca e da mesma família, como fez o INFOLAB. Senão, a rede deve funcionar como uma 802.11g. Também não se pode garantir que os dispositivos pré-n serão compatíveis com o padrão 802.11n. Em muitos casos, bastará uma atualização de firmware para tornar os aparelhos aderentes ao padrão. Mas, como a especificação ainda deverá ser alterada, alguns podem ficar incompatíveis. Há também relatos de que esses sistemas pré-n interfeririam em redes existentes, algo que não ocorreu no INFOLAB.


VALE A PENA?

Exceto em casos onde há necessidade de maior velocidade não compensa, por enquanto, pagar mais para ter uma rede pré-n. Com os preços caindo, dentro de alguns meses essa opção deverá se tornar mais atraente. Ainda assim, quem quiser ter certeza de que sua rede será compatível com o 802.11n terá de esperar pela versão definitiva do padrão.


Opção veloz

Uma das redes montadas pelo INFOLAB foi baseada nos produtos N-Draft Wireless, da TRENDnet. Foram usados o roteador TEW-631BRP; a placa TEW-623PI, e o cartão TEW-621PC. Essa rede atingiu a maior velocidade já medida pelo INFOLAB numa rede sem fio.


Mais recursos

A rede montada com os produtos RangeBooster N 650, da D-Link, tem recursos interessantes. O roteador DIR-635 inclui uma porta USB para compartilhamento de impressora ou dispositivo de armazenamento. Nessa rede, também foi usado o cartão DWA-645.


Rede G esperta

Recém-chegada ao Brasil, a linha Gigaset WLAN, da Siemens, é formada por equipamentos Wi-Fi Super G (versão turbinada do 802.11g) bastante práticos. O roteador SE551 possui uma porta USB onde pode ser ligado um flash drive, HD externo ou impressora para compartilhamento. O aparelho também funciona como servidor simples de intranet. No INFOLAB, seu desempenho ficou na média dos Wi-Fi Super G, com taxa de transferência média de 22 Mbps. O roteador fica devendo suporte a VPN. Além disso, se tivesse duas portas USB, em vez de uma, seria ainda mais prático.

  • 802.11g - 4 portas LAN, 1 WAN 1 USB - 400 reais (roteador) e 195 reais (adaptador USB)

  • Avaliação técnica - 7,9

  • Custo/Benefício - 7,8


         


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