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Trabalho de casa
As equipes internas de TI entram em cena para implantar os sistemas de ERP e reduzir custos
A fabricante de brinquedos paulista Toyster gastou um terço do investimento previsto inicialmente na implantação do pacote eBusiness Suite, da Oracle. A estratégia? Usou sua própria equipe de três profissionais de TI na maior parte das atividades ligadas a esse processo. A Toyster é um exemplo de como as pequenas empresas podem aproveitar a mão-de-obra que já têm em casa na hora de implantar sistemas de ERP — e de como isso permite reduzir custos.
A fabricante usava um sistema de gestão desenvolvido internamente — em ambiente Risc/Unix, com banco de dados Unify — quando sentiu a necessidade de dar uma virada tecnológica. “Tentamos reescrever os sistemas antigos, mas o custo de desenvolvimento seria alto demais”, diz Ricardo Kuma, um dos três sócios da Toyster. Há cerca de cinco anos, apareceu uma proposta para adotar o pacote de ERP da Oracle. Só que o valor estava acima do porte — e do bolso — da empresa. A saída foi reduzir o custo da consultoria, investindo no treinamento da equipe interna de TI, para que ela executasse boa parte do trabalho de implantação — e até treinasse os funcionários. “Como a empresa sabia o que queria e as decisões eram rápidas, foi possível reduzir o número de horas de consultoria e, com isso, o custo”, afirma Helio Nakamura, diretor da Ninecon Consultores Associados, que orientou a Toyster durante a implantação. O investimento total no projeto, que durou um ano e meio, ficou em 300 mil dólares.
Trauma superado
A Noritsu, conhecida pelos seus minilabs de revelação fotográfica em uma hora, também envolveu os próprios usuários na implantação do Microsoft Business Solutions Navision — hoje chamado Microsoft Dynamics NAV. Dessa forma, conseguiu vencer um trauma que havia entre eles, depois de várias tentativas de colocar um novo sistema de gestão na empresa.
Por mais de dez anos, boa parte dos funcionários usou um sistema integrado proprietário da Noritsu, desenvolvido em Clipper, para PCs com DOS. Ele atendia as áreas financeira, de produção, estoque e faturamento. A contabilidade, o controle fiscal e a folha de pagamentos usavam outros programas, não integrados, comprados de terceiros. Em 1998, veio a primeira tentativa de implantar um pacote integrado de gestão. Só que o sistema — da Baan, escolhido pela matriz da Noritsu, no Japão — era grande demais para o tamanho da subsidiária brasileira. “Alguns processos simples ficavam tão complexos que precisavam ser executados por várias pessoas”, diz André Martins, gerente de TI da Noritsu no Brasil.
Depois de mais de um ano, a empresa desistiu do sistema e resolveu desenvolver internamente seu próprio ERP. Também não foi uma boa. “As áreas de estoque e faturamento usavam o novo sistema, desenvolvido em Visual Basic; o financeiro e a produção, em Manaus, continuavam com o sistema antigo e o fiscal/contábil e a folha de pagamentos, com os pacotes específicos”, afirma Martins. A solução na hora de implantar o sistema da Microsoft foi envolver os funcionários. A Noritsu escolheu representantes em cada departamento, que atuaram como consultores. Um deles entendeu tão bem o módulo específico de sua área que acabou dando o treinamento para os outros funcionários.
US$ 300 mil foi o investimento da Toyster no projeto de ERP é 1/3 do valor previsto inicialmente
Fonte: a empresa
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