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Seguradora sem papel?
A Indiana tenta virar uma empresa paperless. Mas não é fácil
POR PAULO DE ALENCAR
Desde 1995, a Indiana Seguros já investiu 10 milhões de dólares em soluções para exterminar a papelada de seus processos operacionais. Só no ano passado, foram 4% do faturamento da seguradora, cerca de 12 milhões de reais. Um dos principais focos está na área de sinistros, que concentra a papelada dos clientes. Mesmo com todo esse investimento, quem passeia pelo departamento ainda encontra papéis em cima das mesas dos peritos, como mostra a foto ao lado.
A situação, no entanto, está longe de ser a de 1996, quando começou o projeto paperless. Na época, só para arquivar os papéis havia um andar inteiro. Na TI, uma das principais ferramentas é o sistema de gerenciamento de documentos, criado por uma equipe de 20 desenvolvedores da seguradora. Com ele, as 15 filiais da empresa passaram a ter acesso às informações de clientes e a visualizar o andamento de negócios. “Agora, quase tudo fica no banco de dados. De um andar inteiro, passamos a contar com apenas dois armários”, diz Reinaldo D’Errico, superintendente de informática. Na área de sinistros foi implantado o Audatex/ Molicar, um sistema de GED desenvolvido pela brasileira Audatex.
Apólice por CD
O seguro digital foi outro passo da Indiana contra o papel, em 2004. Com ele, o corretor elabora a proposta via sistema, envia-a por e-mail à central da seguradora e recebe a aprovação depois de 15 minutos na tela do computador. Num CD de 50 MB, que vai para o segurado, são gravados o manual de instruções, a proposta, a apólice de seguro e a ficha de compensação, em PDF. Alguns anos atrás, o mesmo procedimento demorava duas semanas para ser completado e necessitava da impressão de vários documentos.
Nos últimos doze meses, 17 mil apólices foram emitidas por meio do CD. Mas a solução não eliminou 100% dos papéis. Segundo D’Errico, ainda existem coisas que não podem ser digitalizadas. “Por questões jurídicas, documentos como o perfil do segurado precisam ser impressos e anexados ao processo”, diz. A última empreitada contra o papel foi agregar o e-CPF ao processo de emissão de seguros. Isso permite que o segurado assine o contrato de seguro e demais documentos via internet.
Até agora, o projeto paperless da Indiana trouxe uma economia de até 50% nas despesas com impressão. Segundo D’Errico, até o fim deste ano a Indiana pretende investir 20% mais que em 2005 para se tornar uma empresa verdadeiramente paperless. Vai conseguir?
17 mil apólices foram emitidas via CD pela Indiana nos últimos 12 meses Fonte: a empresa
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