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OpenOffice para todos


Louis Suarez-Potts, gerente mundial do OpenOffice.org, alfineta o software proprietário

POR ROSA SPOSITO

Não é preciso dar um computador para cada pessoa. O importante é dar o acesso às informações. E isso pode ser feito em centros de acesso gratuito à internet, onde é possível trocar e-mails e usar livremente aplicativos de escritório como a suíte OpenOffice.org. Essa é a visão de Louis Suarez-Potts, 47 anos, gerente mundial do projeto OpenOffice.org. Defensor intransigente do software livre e do padrão aberto de arquivo OpenDocument, esse mexicano criado na Espanha e Estados Unidos divide seu tempo entre dar aulas na Universidade de York, em Toronto, Canadá, e o trabalho colaborativo com centenas de desenvolvedores pelo mundo. A seguir, trechos da entrevista de Suarez-Potts à INFO.

INFO >Como o projeto avançou em cinco anos de existência?

SUAREZ-POTTS >De uma participação mínima de mercado e uma marca pouco conhecida, chegamos a algo entre 20 e 60 milhões de usuários do OpenOffice.org, a maioria em sistema Windows, muitos no Brasil. Atualmente, estamos em 65 idiomas e somos um competidor sério.

Como é concorrer com o Office?

Costumo dizer que não somos concorrentes da Microsoft. Oferecemos uma opção ao Office e deixamos o usuário escolher. Mas muitas empresas e governos estão olhando para nós e mantendo distância da Microsoft. Ou porque não gostam da sua política de licenças, dos preços, ou pelo fato de não poderem editar o código-fonte dos programas ou por ter de usar um formato de arquivo proprietário. Então, nós deixamos o OpenOffice.org mais fácil e tentamos reduzir ao mínimo os transtornos de uma migração. Suponho que agora estamos competindo.

Isso tem sido suficiente para expandir a base de usuários?

Estamos trabalhando mais próximos das empresas e dos governos, o que deve tornar a disseminação do OpenOffice.org mais rápida, uma vez que essas organizações influenciam milhões de pessoas.

O que é preciso melhorar?

A performance. Sun, Intel e Novell têm trabalhado duro nesse sentido. De outro lado, só quem trabalha com planilhas complexas sente o problema. Para esses usuários, a solução é simples: continuem utilizando o Excel.

A suíte será oferecida via web?

O OpenOffice.org é grande demais para ser oferecido como aplicação web. O que importa de fato é se dá para criar e editar arquivos na web e salvá-los como OpenDocument. Além disso, o pacote suporta Xforms, que permite usos variados. Empresas podem criar modelos que permitam inserir todo tipo de dado e transmiti-los para outros.

       


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