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Vai um vídeo aí?
A venda online de filmes e séries demoooora para chegar ao Brasil
POR ANDRÉ CARDOZO
Após anos de embromation, o consumo de vídeo por meio da internet vive seu momento de explosão. De um lado, fenômenos da Web 2.0 como o YouTube crescem alimentados pelos próprios internautas. De outro, nomões de tecnologia e entretenimento como Apple, Warner e CBS procuram formas de explorar comercialmente o novo filão. No Brasil, porém, a história é outra. Ninguém parece ter grande interesse em vender filmes e vídeos para o consumidor local. A iTunes Store, por exemplo, não tem previsão de atuação no Brasil. Por isso, os brasileiros não têm acesso ao maior serviço de venda de vídeo online da internet. Em seu catálogo, a iTunes Store tem séries como Lost e CSI, além de outros produtos de gigantes como NBC, CBS, Fox e ABC. O conteúdo das redes brasileiras, até agora, também não está disponível para venda por meio de download. Os maiores provedores nacionais preferem apelar para os velhos DVDs e streaming.
Nesta situação, resta aos internautas brasileiros usar truques técnicos para acessar conteúdos restritos ao mercado americano. Um dos mais comuns é acessar a internet por meio de um proxy com endereço dos Estados Unidos. Dessa forma, pode-se ver os episódios de Lost disponibilizados gratuitamente no site da ABC, por exemplo.
A ABC não é única a experimentar na área de vídeo fora da parceria com a iTunes. Os meses de maio e junho foram marcados por iniciativas variadas de outras gigantes do entretenimento. A Warner anunciou parcerias de distribuição de conteúdo (com a BitTorrent) e de venda e aluguel de filmes por meio de download (com o site americano Guba). Já a NBC firmou uma aliança com o YouTube para divulgar seus programas.
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