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Fixo em casa, móvel na rua
Os telefones híbridos desfilam
pelas ruas da Europa, mas ainda não
têm data para estrear no Brasil
POR PAULO DE ALENCAR
Os europeus já podem ter um único número de telefone na hora de fazer e receber ligações pelas redes fixa e móvel. E não é apenas o número que é único — o aparelho também. Na rua, os telefones híbridos funcionam como um celular. Assim que se pisa em casa, eles migram para a rede fixa, usando conexões sem fio Wi-Fi ou Bluetooth. A operadora inglesa British Telecom saiu na frente com o BT Fusion, serviço para usuários residenciais com planos a partir de 9,99 libras ao mês. O aparelho usado é o A910, da Motorola. Operadoras como a T-Mobile, subsidiária da alemã Deutsch Telekom, e a francesa France Telecom já colocaram na rua pilotos com os telefones híbridos.
No Brasil, a convergência do fixo com o móvel ainda está em fase de laboratório. A Brasil Telecom vem testando desde o ano passado alguns modelos de celulares híbridos, como o GF 200, fabricado pela americana UTStarcom. “O GF 200 funciona tanto em Wi-Fi quanto em GSM e custará entre 300 e 700 reais no país”, afirma Hitoshi Nagano, vice-presidente da UTStarcom para o Brasil. “O objetivo é estrear a convergência ainda neste semestre”, afirma Sérgio Pellegrino, diretor da Brasil Telecom Móvel.
O grupo Telemar, por sua vez, testa uma versão do V3 Black, da Motorola. O aparelho será vendido com um ponto de acesso, que ficará instalado na residência do usuário — a previsão é para o segundo semestre do ano. É esse ponto de acesso que fará a troca da conexão GSM para Bluetooth em um raio de até 100 metros.
A Nokia, que em fevereiro colocou na Europa o 6136, seu primeiro telefone híbrido, foca no público das empresas. No segundo semestre, a fabricante anunciará também o E70. “Por meio de uma central de PABX sobre IP, os celulares funcionarão como ramais. Isso trará mobilidade a custos de telefonia fixa para as companhias”, diz Fiori Mangone, gerente de produtos da Nokia. Por enquanto, não há preço definido.
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