INFO
Home Plantão Download Fórum Blogs Web 2.0 Corporate Dicas Professional Produtos Podcast Vídeo Seminários


Na velocidade do WiMAX


Confira alguns dos pilotos brasileiros que estão usando tecnologias pré-WiMAX

POR FRANCOISE TERZIAN

Internet sem fio a velocidades nominais de até 75 Mbps — e a distâncias de até 50 quilômetros. Essas são duas das características que explicam por que operadoras de todo o mundo — incluindo as brasileiras — estão olhando de perto a tecnologia WiMAX (sigla de Worldwide Interoperability for Microwave Access), o 802.16. Embora os equipamentos WiMAX ainda não tenham chegado ao mercado — a Intel liberou seu primeiro chip em abril —, as empresas estão fazendo pilotos com uma tecnologia batizada de pré-WiMAX, nas freqüências de 3,5 GHz e 5,8 GHz. O prefixo “pré” se explica pelo fato de essas soluções também se basearem em OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing), mas ainda seguirem soluções proprietárias, que variam conforme o fabricante. No Brasil, nomes como a Telefônica e a DirectNet integram o pelotão de testes.

A Telefônica começou o piloto de banda larga por pré-WiMAX em outubro na cidade de Campinas, no interior de São Paulo. Benedito Fayan, diretor de novos negócios para empresas da Telefônica, explica que os testes estão sendo realizados com clientes corporativos, como bancos e hotéis, na freqüência de 3,5 GHz, com autorização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em caráter científico. “Não vemos o WiMAX como substituto ou competidor massivo do ADSL, mas sim como complemento”, diz Fayan. A idéia é levar WiMAX às regiões ainda não cobertas pelo ADSL. É o caso, por exemplo, de fábricas e usinas, distantes das grandes cidades, e de condomínios residenciais de regiões montanhosas ou na praia. Até porque, diferentemente do Wi-Fi, o WiMAX não depende do campo de visada para funcionar — ou seja, uma antena não precisa mirar a outra.

A operadora de internet por rádio DirectNet também embarcou nos equipamentos pré-WiMAX em outubro. Desde então, a empresa está usando esse tipo de solução para levar banda larga a 9 quilômetros da cidade de São Paulo, entre os bairros de Vila Clementino e Morumbi. “Para o usuário, é transparente, ele nem sabe que está usando pré-WiMAX”, diz Helder de Azevedo, diretor-geral da DirectNet. O que muda é apenas a antena de recepção no prédio. Assim como as operadoras de serviços de banda larga por ADSL e por rádio, a turma do cabo também mira o WiMAX. A TVA, por exemplo, estuda de perto a tecnologia — e tem participado de fóruns internacionais. Mas a decisão foi de não aderir ainda ao pré-WiMAX. “Estamos resistindo à tentação de partir para uma solução proprietária. Queremos seguir o padrão”, diz Leila Loria, superintendente da TVA.

A Intel também tem realizado pilotos de WiMAX no país. Em Brasília, os testes em parceria com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) e o Ministério da Educação terminaram em dezembro e cobriram uma área de 35 quilômetros. O programa se concentrou em eliminar a conexão por fio em quatro escolas de Brasília. Para seu segundo piloto no Brasil, a Intel escolheu a cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais — que, por ser tombada, tem várias limitações de cabeamento. O acesso à rede sem fio chegará a um conjunto de escolas e universidades. A idéia é construir uma cidade digital, conectando sete escolas públicas, um centro comunitário e a prefeitura a uma velocidade de 35 Mbps.

As fases do WIMAX

Se hoje são as operadoras que mergulham na infra-estrutura do WiMAX, como será no futuro? A tecnologia também vai chegar aos usuários domésticos? No que depender dos planos da Intel, sim. Max Leite, diretor de programas de tecnologia da Intel para a América Latina, explica que, provavelmente, o usuário passará por quatro fases de uso do WiMAX. Na primeira, haverá um modem com antena, colocado do lado de fora de casa, na varanda ou no telhado. Depois, é a vez de posicioná-lo dentro de casa, próximo ao compu- tador. Mais tarde, surgirão os cartões PCMCIA, e, por último, o chip WiMAX, como acontece com o Centrino para o Wi-Fi. “Vamos vender o Centrino com WiMAX em 2008”, afirma Leite. Para acessar o sinal do WiMAX, os usuários precisarão ter, além de um modem específico, a assinatura prévia de um serviço nos mesmos moldes do que acontece com os provedores de acesso à internet e ao Wi-Fi, usando a dobradinha login e senha.

       


Envie este artigo para um amigo

Assine INFO | Sobre INFO | Fale com INFO | Anuncie | AbrilSac | Plantão INFO | Download | Fórum | Guia de produtos | TI | Carreira | Blogs | Dicas | Segurança | Infofaq | Revista | Newsletters

Exclusivo para assinantes da INFO
Exclusivo para assinantes da INFO e compradores da última edição