Mais recursos no alô
Até os modelos
intermediários de celulares
esbanjam funções
POR SILVIA BALIEIRO
Nenhum outro dispositivo sem fio ganhou tantos adeptos no Brasil quanto o celular. Hoje, 70 milhões de pessoas possuem seu telefone móvel. Os “tijolões” de antigamente saíram de cena. Os celulares ficaram menores, ganharam MP3 players e câmeras digitais e passaram a conversar com o PC. Com toda essa evolução, hoje não é mais necessário ter um aparelho topo de linha nas mãos para conseguir todos esses recursos.
Para comprovar isso, INFO testou seis aparelhos celulares intermediários que podem ser encontrados por valores que variam entre 900 e 1 500 reais. Entre os que usam o sistema GSM, foram avaliados o G7100, da LG; o K700i, da Sony Ericsson; e o CX65, da Siemens. Já os aparelhos CDMA testados são o 6225i, da Nokia; o V265, da Motorola; e o Premium Cam, da Samsung.
Todos já estão nas prateleiras há algum tempo e têm algumas funcionalidades em comum, como câmera digital, visor colorido, gravador e comando de voz. Os seis também fazem download de aplicativos e enviam mensagens por SMS e MMS. As diferenças entre os aparelhos são bem específicas e se limitam, por exemplo, ao zoom digital da câmera, que é de 5x no CX65, da Siemens; à conectividade, que inclui infravermelho e Bluetooth no K700i, da Sony Ericsson, ou à presença de recursos extras, como o rádio FM do 6225i, da Nokia.
Entre os aparelhos GSM, a Escolha de INFO foi o K700i, da Sony Ericsson, que recebeu nota 7,5 na avaliação técnica. Além de ser o único com Bluetooth, apenas ele permite o uso de toque do tipo Truetone. Já na comparação entre os aparelhos CDMA, quem levou a vantagem foi o 6225i, da Nokia, que recebeu nota 7,7 na avaliação técnica do INFOLAB. O celular é o único entre os aparelhos CDMA testados que possui rádio FM e comunicação por infravermelho.
Conversando com o PC
Características como fazer ligações, mandar mensagens SMS, tirar fotos e aceitar comandos por voz são bem conhecidas e bastante usadas pelo usuário mais curioso, que quer ir além da falação com seu aparelho. O mesmo não se pode dizer da sincronização das informações do celular com o PC. Pelo teste do INFOLAB, deu para perceber que, apesar de não ser uma função recém-incorporada aos telefones móveis, esse tipo de tarefa está longe de ser um mero pluga e usa. Cada fabricante tem seu programa e seu driver exclusivo para falar com o PC. E seguir à risca o que está nos manuais nem sempre é garantia de sucesso na operação.
Em geral, para fazer a sincronização, os aparelhos precisam de um cabo de conexão (serial ou USB), um driver e um programa que faz a troca de informações com o micro. A grande maioria dos aparelhos disponíveis hoje não vem acompanhada desses acessórios. Para adquiri-los, é necessário pagar um valor que pode variar de 50 reais (serial) a 150 reais (USB). Cada aparelho tem um determinado modelo de cabo e um driver específico que é compatível com as suas funções. Por isso, atenção na hora de comprar esse tipo de acessório.
Na avaliação do INFOLAB, o primeiro celular que funcionou assim que conectado ao micro — após a instalação do programa e do driver — foi o G7100, da LG. Coincidência ou não, ele foi o único entre os testados que veio com um cabo de conexão serial, em vez de USB. O CD de instalação que acompanha o GSM da LG tem os aplicativos PC Sync, Contents Bank, Internet Kit e LG EMS. Na hora de transferir as informações, o aparelho permite ao usuário separar os dados que estão armazenados na memória do aparelho dos que estão no chip de identificação da operadora, recurso que pode ser interessante, por exemplo, quando a transferência precisa ser feita usando um aparelho de terceiros.
O 6225i, da Nokia, usa o software PC Sync. O programa tem uma interface gráfica interessante e, logo na hora em que é aberto, já permite ao usuário escolher como quer fazer a comunicação com o micro: via cabo USB ou pelo infravermelho. Para cada uma dessas conexões, há um driver diferente que deve ser instalado no micro.
O K700i, da Sony Ericsson, vem com os aplicativos File Manager (para sincronia), Sound Editor (para editar sons e criar toques) e Mobile Network Wizard (para uso do celular como modem). Assim que o aparelho celular é plugado ao PC, ele é reconhecido como um drive do micro, da mesma forma que acontece quando se conecta um memory key à porta USB. O programa lembra o Windows Explorer. O usuário precisa somente clicar e arrastar o conteúdo que quer mandar para o computador para realizar a transferência.
O Mobile Phone Manager, da Siemens, apesar da interface espartana, é o mais intuitivo dos programas. Sincroniza contatos com o Outlook facilmente, permite envio de SMS e MMS usando o PC e traz até um browser específico para navegação em serviço WAP.
O V265, da Motorola, usa o programa de sincronização Mobile Phone Tools para fazer a troca de informações. Assim que foi aberto nos testes do INFOLAB, apareceu na tela uma imagem idêntica à do aparelho. A imagem era praticamente um emulador do V265, mostrando inclusive o nível de carga da bateria. Pela telinha, é possível até fazer a discagem de ligações. Do lado direito da imagem, aparecem os ícones das funções que estão disponíveis no programa, como conexão à internet usando o celular como modem, envio de SMS, produção de toques polifônicos e também a sincronização de agenda e contatos com o Outlook, da Microsoft.
Já o aparelho da Samsung vem acompanhado do software PC Link. Ele possui agenda de contatos, calendário, bloco de notas e até um visualizador de vídeo para apresentar as cenas que foram capturadas pelo Premium Cam.
Todos esse programas, depois de instalados, são bem simples e fáceis de usar. O que exige um pouco mais de empenho é a instalação inicial. No INFOLAB, depois de algumas tentativas fracassadas, deu para perceber que o melhor caminho para transferir informações com sucesso é instalar primeiro o driver do cabo e só depois o programa de comunicação. Durante a auto-instalação, os programas procuram o driver e pedem a conexão do celular, facilitando a vida do usuário.
Boa companhia para os celulares
Clique no pescoço
As fotos feitas com o celular podem ser exibidas no pescoço. O RX3 Medallion I, da Nokia, é um colar que recebe imagens por meio da interface por raios infravermelhos e as exibe numa tela de 4 096 cores e resolução de 96 por 96 pixels. Funciona com bateria recarregável e guarda oito imagens na memória. O uso não é trivial e falta um pouco mais de brilho na tela para as fotos ficarem mais visíveis. $ 999 reais
Avaliação técnica - 5,5
Custo/benefício - 5,1
Casaco high tech
Celular, fone de ouvido, handheld, MP3 player, memory key... Se você possui todos esses equipamentos, pode ser um candidato a usar este casaco, da Telemig Celular. Com tecido impermeável e nove bolsos, ele acomoda os produtos e os protege da chuva. Um dos bolsos, inclusive, deixa aparente o visor do celular. Para os fones de ouvido, há uma espécie de canaleta de velcro, que abriga os fios. $ 299 reais
Avaliação técnica - 7,3
Custo/benefício - 6,7
Bluetooth de orelha
Nada de carregar celular numa mão, pasta de documento na outra e chave do carro na boca. Com este fone de ouvido Bluetooth HS820, da Motorola, pelo menos a mão que segura o celular fica livre para outras tarefas. Com um botão para atender e encerrar chamadas, o fone ajuda o usuário a esquecer o celular no bolso. No INFOLAB, ele foi usado com o celular Motorola V3 e com o K700i, da Sony Ericsson. $ 380 reais
Avaliação técnica - 7,7
Custo/benefício - 6,1