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Wi-Fi na mão


Acesso wireless sem notebook? Os handhelds estão aí para isso mesmo

POR ERIC COSTA

Os handhelds com suporte wireless são uma boa alternativa para quem quer acessar a web ou o e-mail fora do escritório ou de casa, mas detesta carregar um notebook. A telinha dos micros de mão pode ser pequena e meio chata para navegar, mas é suficiente para ler e responder mensagens ou ficar de olho nas notícias e cotações de ações.

Os novos modelos de handheld trazem várias opções de conexão. A melhor, claro, é a Wi-Fi, que tem, em geral, melhor tempo de resposta e velocidade. Infelizmente, para acessar a internet por Wi-Fi, é preciso estar em um hotspot e, em alguns casos, pagar uma assinatura mensal para um provedor de acesso sem fio. Outra alternativa é usar um celular Bluetooth como modem e acessar a internet por GPRS ou CDMA 1x. A vantagem dessa modalidade é que ela funciona em quase qualquer lugar onde o celular dá sinal. Em compensação, as velocidades são de deixar até quem usa conexão discada no desktop morrendo de raiva.

No mundo dos handhelds, existem duas vertentes principais de conexão. Nos portáteis com sistema Palm OS, a modalidade mais comum é a que usa a interface Bluetooth para acesso às redes celulares. Poucos modelos trazem Wi-Fi. Já os handhelds com Windows Mobile costumam ter ambas as opções, exceto nos modelos mais baratos.

Para verificar as melhores opções de handheld com suporte a conexões wireless, testamos quatro handhelds disponíveis no mercado. Como não houve, até o fechamento da edição, lançamentos da palmOne no Brasil com suporte wireless que não tivessem sido testados por INFO, todos os quatro modelos examinados nesta edição são Pocket PCs. Foram o Axim X30 e o Axim X50, da Dell, e o iPaq hx2410 e o iPaq hx2750, da HP. Todos os handhelds testados trazem tanto suporte a BlueTooth quanto a Wi-Fi. Nenhum deles usa o padrão 802.11g, mais recente, mas sim o b. A escolha do 802.11b não é tão decepcionante nos micros de mão, pois a quantidade de dados transferida em suas aplicações não será tão grande quanto num desktop. Outro recurso presente em todos os modelos é o microfone embutido, que permite gravação de som, assim como o uso de programas de bate-papo por voz pela internet, entre eles o popularíssimo Skype. Nenhum dos handhelds veio com o Windows Mobile 5.0, que estreou no mercado internacional no fim de maio. A HP e a Dell, nos Estados Unidos, já anunciaram opções de upgrade para o novo sistema operacional para alguns de seus modelos. Eles incluem a linha X50, da Dell, e a hx2000, da HP. Por aqui, ainda não há previsão para os upgrades. Entre as novidades no Windows Mobile 5.0 estão atualizações no Pocket Word e Excel, um visualizador de apresentações em PowerPoint, além de melhor suporte a aplicações Wi-Fi e Bluetooth. Também foram adicionados recursos para facilitar a operação do handheld com uma só mão, sem precisar usar a caneta para tocar na tela, o que é útil para consultar telefones ou outras informações rapidamente. Outra novidade é o suporte a memória persistente, que permite manter os dados mesmo quando a bateria foi completamente esgotada.

Entre os produtos testados, a Escolha de INFO foi o Axim X50, uma boa opção de palmtop por seu conjunto equilibrado de recursos e preço atraente. Foi o único equipamento a trazer tanto encaixe para cartões Secure Digital quanto para Compact Flash. Ele se defende bem em duração de bateria com stress máximo, resistindo por mais de três horas. A tela é de boa definição, com iluminação forte e ótima visibilidade. O design é superior aos dos outros equipamentos do teste, com a frente quase inteiramente em preto e os cantos inferiores arredondados.

O iPaq hx2750, da HP, é o melhor handheld na avaliação técnica da INFO. Além de ter o processador mais poderoso, ele traz maior quantidade de memória, 128 MB, suficiente para montes e montes de aplicativos. Sua bateria também não decepciona. No teste de duração máxima, com a iluminação no mínimo e os dispositivos de comunicação desligados, o hx2750 agüentou quase dez horas de uso contínuo. Já na duração mínima, com tudo ligado e a iluminação no máximo, ele suportou quase três horas e meia, tendo o melhor desempenho nesse teste entre os handhelds avaliados. Seu ponto fraco está no preço, que é mais de 60% maior do que o do Axim X50, da Dell.

O hx2410, da HP, parece um clone do hx2750. Por dentro, no entanto, há algumas diferenças. O processador não é tão bom (mas suficiente para rodar bem todos os tipos de programas) e a memória é de 64 MB. Em termos de bateria, ele foi até melhor do que o hx2750. Resistiu 11 horas no teste de duração máxima e mais de três horas no de mínima. Seu ponto fraco também é o mesmo do hx2750: o preço. Mesmo com características básicas semelhantes às do Axim X50, o hx2410 é quase 37% mais caro.

Já para quem quer o melhor processador para Pocket PCs com o menor preço, o Axim X30, da Dell, é uma alternativa muito razoável. Com preço de 1 600 reais, ele traz uma CPU com 624 MHz de clock. A memória é de 64 MB, na média dos handhelds com Windows Mobile. O X30 ainda pode conectar-se usando Bluetooth e Wi-Fi, além de trazer a onipresente expansão por cartão Secure Digital. Ele ainda é o Pocket PC mais leve e um dos menores testados. O único senão do X30 é seu formato quadradão, que ainda traz uma protuberância na parte superior, onde são localizados os receptores de Bluetooth e Wi-Fi. Mas quem não se importar com esse visual, terá um handheld de primeira com um preço interessante.

Adereços para os Handhelds

Para quem já tem um handheld, o passo seguinte é investir em alguns acessórios legais para proteger ou dar novos recursos ao micro de mão.

O primeiro acessório a considerar é uma boa capa, capaz de defender a maquininha em pequenas quedas e evitar arranhões na tela. Existem diversas opções. A palmOne traz modelos rígidos, feitos de plástico ou alumínio, para seus portáteis (preços desde 80 reais), assim como capas de couro que também podem ser usadas para carregar cartões de crédito (preços entre 120 e 160 reais). Para Pocket PCs, há boas opções da Portare, com preços em torno de 80 reais para capas de couro.

Para agilizar a entrada de dados nos portáteis, os teclados são a melhor opção. A tendência atual é utilizar a conexão infravermelho do micro de mão para o teclado. Dessa forma, são evitados problemas de incompatibilidade com conectores dos handhelds, que sempre estão mudando. Essa forma de conexão é a usada nos teclados da palmOne (377 reais) e Leadership (199 reais). Ambos funcionam com handhelds que trazem sistema Palm OS ou Windows Mobile.

Quem tem um Zire 72, um Tungsten T3 ou um Tungsten T5 e quer adicionar suporte a Wi-Fi pode usar um cartão da própria palmOne para esse fim (com o salgado preço de 825 reais). Basta conectá-lo ao slot Secure Digital do handheld e usar o software incluído para configurar a conexão. Vale lembrar que não dá para usar um cartão de memória junto com o Wi-Fi, já que ambos ocupam o mesmo slot. Assim, instale os programas que serão usados para acessar a internet na memória do handheld.

       


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