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Velozes e sem cabos


As redes 802.11g turbinadas dão adeus aos fios e oferecem mais estabilidade e velocidade

POR SILVIA BALIEIRO

Em sua empresa ou escritório, há um bom número de micros que não estão conectados devido às dificuldades e ao custo de levar o cabo de rede a cada um deles? Então, as redes sem fio podem ser uma boa solução para o seu negócio. Cada vez mais populares, as conexões wireless estão ficando mais fáceis de ser instaladas. Além disso, a velocidade não é mais um grande limitador. Se, com as redes de padrão 802.11b, a velocidade nominal é de 11 Mbps, com equipamentos 802.11g, a taxa de transmissão nominal chega a 54 Mbps. Mas esse não é o limite. Com modificações feitas pelos fabricantes, há também o padrão 802.11g turbinado, que pode dobrar a velocidade nominal para até 125 Mbps. Em todos os casos, é preciso habilitar essa rede turbinada para funcionar apenas na velocidade mais alta. Isso significa que, se algum visitante ou usuário com um equipamento 802.11b tentar acessar a rede sem fio, não terá sucesso.

Vale destacar que esse aumento não representa nenhuma evolução dos padrões “oficiais” de rede sem fio, mas desenvolvimento de cada equipamento com extensões proprietárias dos fabricantes. Por isso, para conseguir um aumento real na velocidade, é preciso que o ponto de acesso e todos os cartões PCMCIA ou placas PCI instalados sejam da mesma marca e tenham o mesmo padrão. Para verificar o funcionamento desse tipo de rede, o INFOLAB testou três equipamentos: o DWL-2100AP, da D-Link; o WG-AP, da Trellis, e o Trendnet 410APB+, da Trendware. Para avaliá-los, usamos um ponto de acesso ligado a um PC por um cabo de rede e um notebook com um cartão PCMCIA. O ponto de acesso e o cartão eram sempre do mesmo fabricante e padrão. As medições foram feitas a uma distância entre 3 e 60 metros, num ambiente corporativo com divisórias.

Como acontece com todas as redes sem fio, em nenhum dos dispositivos testados a velocidade real chegou perto da nominal. Mas, comparando com as taxas de transmissão aferidas em testes com redes do padrão 802.11g simples, houve um ganho entre 20% e 30% na velocidade real.

Outra vantagem desse tipo de rede sem fio identificada pelo INFOLAB é a maior estabilidade e potência do sinal. Enquanto nas redes 802.11b era comum o sinal cair após os 50 metros de distância, nas redes g turbinadas a potência do sinal sofre uma pequena perda quando o notebook está afastado do ponto de acesso, mas fica longe dos níveis críticos de instabilidade apresentados no padrão B.

Quando se pensa em segurança, as redes wireless já não estão tão vulneráveis como eram consideradas antes. Os pontos de acesso avaliados apresentam o padrão WPA (Wi-Fi Protected Access), que emprega um algoritmo de criptografia mais seguro que o do padrão WEP (Wired Equivalent Privacy), usado em modelos mais antigos.

Entre os produtos avaliados, a Escolha de INFO foi o DWL-2100AP, da D-Link. Mais detalhes sobre cada um deles você conhece a seguir.

MAIS POTÊNCIA COM O DWL-2100AP

Com velocidade nominal de 108 Mbps, o DWL-2100AP é o ponto de acesso com padrão 802.11g turbinado da D-Link. Nos testes do INFOLAB, ele não se destacou pela velocidade. No envio de pacotes de 1 000 KB, apresentou uma taxa de transferência de 20,5 Mbps. Ao transmitir um arquivo de 12,5MB, chegou a 23,6 Mbps. Por outro lado, teve uma perda de 40,8% da potência do sinal quando acessado a 60 metros de distância: o melhor resultado entre os três pontos de acesso avaliados. Somando esse resultado à facilidade de uso e ao meio ponto adicional que a D-Link recebe por estar bem avaliada na Pesquisa INFO de Marcas, o DWL-2100AP recebeu uma avaliação final de 7,7 e foi a Escolha de INFO.

Outra vantagem do equipamento é a versatilidade. Se a empresa ocupa dois prédios diferentes mas próximos, o DWL-2100AP pode ser implementado como bridge, interligando-se a outros DWL-2100AP. Também funciona como um repetidor de sinal, aumentando o raio de abrangência da rede sem fio.

Para garantir a segurança dos dados, o ponto de acesso oferece os protocolos WEP (com chave de 152 bits), o WPA-PSK (com chave compartilhada entre o ponto de acesso e o cliente) e o WPA-Radius (com servidor para gerar chaves dinâmicas para cada usuário).

MAIS VELOCIDADE COM A TEW-410APB+

Na rapidez para a transferência de dados, o TEW-410APB+, da Trendware, leva vantagem. Com a maior velocidade nominal dos pontos de acesso testados (125 Mbps), ele foi o mais veloz também nos valores reais, atingindo 26,3 Mbps para pacotes de 1 000 KB e um valor ainda maior, de 32,4 Mbps, no tráfego de um arquivo com 12,5 MB.

Mesmo sendo configurável pela web, como seus rivais, o equipamento perde alguns pontos de avaliação em facilidade de uso e administração, uma vez que possui menus menos intuitivos. Já em segurança, além do WEP com chave de 128 bips, WPA-PSK e WPA-Radius, o TEW-410APB+ traz um reforço: a possibilidade de restringir o acesso à rede sem fio pelo endereço MAC, um número exclusivo de cada placa de rede. Na prática, isso significa que o administrador define exatamente quais computadores poderão ter acesso à rede sem fio. Recurso que também está disponível nos outros pontos de acesso testados.

MELHOR PREÇO COM O WG-AP

O orçamento para a montagem da rede está apertado? O ponto de acesso WG-AP com um cartão de acesso PCMCIA, da Trellis, custa em média 454 reais. É o mais barato dos pontos de acesso avaliados e também se saiu bem nos testes. Para completar a solução, é necessário um cartão PCMCIA para cada computador de acesso, que pode ser comprado por 245 reais.

No tráfego de dados, o equipamento obteve um resultado intermediário com velocidade real de 23,7 Mbps em pacotes de 1 000 KB e 22,2 Mbps ao transferir um arquivo de 12,5 MB. No entanto, foi o que teve a potência de sinal mais prejudicada quando o notebook estava a 60 metros de distância do ponto de acesso: perdeu 69,8% do sinal.

Para proteger as informações trafegadas, vem com WEP de 156 bits, WPA-PSK e WPA-EAP. Sigla de Extensible Authentication Protocol, o EAP é um protocolo de autenticação “esperto”. Antes de fazer a autenticação, escolhe o melhor método (biometria, RSA SecurID, entre outros), de acordo com as configurações do micro cliente.

       


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