Relatórios em minutos
Na versão XI, o Crystal
Reports fica mais poderoso
e mais fácil de usar
POR CARLOS MACHADO
Sinônimo de ferramenta para a construção de relatórios, o Crystal Reports, da Business Objects, chega agora à versão XI, mais amigável, mais produtiva e mais compatível com fontes de dados e aplicativos. Originalmente, o Crystal Reports era um produto exclusivo para desenvolvedores. No entanto, desde versões mais recentes, o produto, sem perder as características anteriores, passou a ser também uma ferramenta de apoio à decisão, destinada a profissionais como analistas de marketing e administradores financeiros.
INFO analisou o Crystal Reports XI Developer Edition, que cria relatórios baseados em dados armazenados em qualquer fonte de dados de um grupo de trabalho ou empresa e ainda integra relatórios a aplicações criadas com ferramentas de programação. A passagem do Crystal Reports 10 para o XI traz significativas melhorias, em especial na facilidade de uso. Mais funções estão embutidas no programa, o que leva o usuário a depender menos de programação para elaborar relatórios sofisticados, com gráficos, imagens e formatações hierarquizadas.
Uma das novidades do Crystal Reports na versão XI são os parâmetros dinâmicos em cascata. Esse recurso facilita a criação de menus hierárquicos que se ajustam a escolhas feitas pelo usuário. Pode-se, por exemplo, criar um relatório no qual o usuário deve selecionar uma cidade sobre a qual deseja ver as informações. O relatório exibe três caixas de combinação: País, Região e Cidade. O usuário indica o país e, com base nessa escolha, a caixa Região é preenchida com os estados correspondentes. Com a indicação de um estado, a próxima caixa apresenta, por fim, a lista de cidades. A preparação desses menus em cascata é feita sem nenhuma programação. Assim, num mesmo relatório, pode-se oferecer numerosas visualizações de dados. Para trocar os parâmetros, basta o usuário acionar o comando de atualização (F5) e fazer novas escolhas.
Outras novidades estão na área de exportação de relatórios. Além de salvar documentos nos formatos PDF e HTML, RTF, Excel, texto e vários outros, o programa agora converte os documentos para o formato RTF Editável. Se o usuário tem na máquina o MS-Word, o documento exportado para esse formato é aberto automaticamente nesse processador de texto, onde pode ser complementado — por exemplo, com análises dos resultados.
O Crystal traz também uma boa notícia para quem trabalha com bancos de dados que incluem imagens. Antes, o gerador de relatórios só dava suporte a imagens embutidas no banco de dados. Agora, o programa incorpora a prática comum de armazenar imagens externamente — por exemplo, num servidor web — e deixar no banco de dados os endereços dessas imagens. Então, basta associar a imagem ao campo que contém o endereço armazenado. Sem nenhum esforço de programação.
Merecem destaque ainda recursos como o Workbench e o Dependency Checker. O Workbench — que, em português, seria algo como bancada de trabalho — é uma ferramenta de organização. Localizado à direita da tela, ele permite criar pastas e adicionar a elas todos os relatórios referentes a um mesmo projeto. A função Dependency Checker — verificador de dependências — pode ser usada a qualquer momento para apontar se o relatório contém problemas, como links quebrados e erros em fórmulas.
Além das novas funções, o Crystal Reports adotou uma interface que o aproxima bastante dos produtos de escritório, especialmente o Office, da Microsoft. A tela principal do software tem um design mais prático. Cada relatório é apresentado numa guia, de tela principal. Nessa mesma guia, aparecem o modo de criação do documento e também a previsão dos resultados. As páginas seguintes do documento são acessadas por setas de navegação. Em linhas gerais, para criar um relatório basta indicar a fonte de dados, escolher os campos e apontar um modelo visual. O Crystal Reports produz sozinho o relatório. Pode não ser o resultado mais adequado, mas em geral um documento razoável é produzido sem muito esforço. A experiência do usuário entra para refinar as soluções.
Uma das características imbatíveis do Crystal Reports, desde versões anteriores, é sua ampla compatibilidade com as tecnologias disponíveis no mercado. O produto traz drivers para acessar praticamente todos os bancos de dados do mercado. Também exporta para HTML, RTF, Excel, CSV e outros formatos. Na web, trabalha com as tecnologias Java e .Net. Aos desenvolvedores, oferece interface de programação para integrar os relatórios a qualquer aplicação. Uma limitação do produto nessa área é trabalhar apenas com o Windows.
O download de uma versão de avaliação do Crystal Reports, válida por 30 dias, pode ser feito no endereço www.info.abril.com.br/download/ 4073.shtml (519 MB). A versão XI traz ainda uma função de upgrade online, que baixa automaticamente as eventuais correções. O usuário também pode verificar a qualquer momento se existem atualizações.
Anatomia do crystal XI
ORELHAS - Cada orelha contém um relatório e exibe, na mesma tela, o espaço de criação e de previsão do documento
EXIBIÇÃO - O relatório completo é mostrado na tela de previsão. Botões de navegação, no canto superior direito da tela, dão acessso às outras páginas da previsão
DEPENDENCY CHECKER - Com apenas um comando, o verificador de dependências informa a existência de problemas, como links quebrados e erros em fórmulas
ASSISTENTE - O Report Wizard guia o usuário para criar rapidamente um relatório. Alguns gabaritos estão prontos. Basta indicar a fonte de dados e os campos e escolher um modelo de layout . O relatório sai em segundos
WORKBENCH - Novo na versão XI, o Workbench é uma ferramenta de organização. Com ele o usuário pode reunir relatórios em pastas separadas por projeto
FIELD EXPLORER - Nesta parte da tela, o Crystal lista todos os campos, imagens e seções do relatório e também dá acesso a esses objetos