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Saca Matroska?
É a última mania da turma do áudio e vídeo
POR ERIC COSTA
NA COMPARAÇÃO ENTRE OS REcursos de um DVD comercial, feito à base de MPEG-2, e um arquivo AVI de vídeo no computador, o DVD ganha com folga. Traz legendas em várias línguas, faixas de vídeo, menus, o escambau. É por isso que a turma do áudio e vídeo, que vive atrás de formatos mais legais que o AVI, enlouqueceu com o Matroska. Ele representa uma gama bem maior de opções para a criação de vídeos no micro, e a possibilidade de não ficar tão atrás dos DVDs.
O nome, Matroska, vem de matrioshka, um conjunto de bonecas russas que se encaixam umas nas outras. A analogia vem do fato de o Matroska funcionar com um formato de empacotamento, juntando muitos vídeos, sons, legendas e outros itens em um único arquivo.
Enquanto o AVI, o formato de vídeo mais comum atualmente, se resume em armazenar vídeo e áudio, o Matroska foi feito para ter várias faixas de som, assim como legendas, menus de acesso e capítulos, de forma semelhante aos DVDs de filmes.
O formato é um dos favoritos para a distribuição de animes, os desenhos animados japoneses. O atrativo está justamente na possibilidade de ter legendas em várias línguas e várias faixas de áudio, o que permite montar um único arquivo para ser distribuído em vários países.
Para tocar os arquivos Matroska, que têm a extensão MKV, é preciso instalar um filtro DirectShow (disponível em www.info.abril.com.br/download/4084.shtml). Depois dessa instalação, basta usar o Windows Media Player ou outro tocador para exibir os vídeos. Já para criar arquivos Matroska, a ferramenta mais usada é uma versão modificada do VirtualDub, chamada VirtualDub- Mod (www.info.abril.com.br/download/4085.shtml). Ela traz recursos para adicionar faixas de áudio extras, além de legendas. Tudo com a interface bacana e simples do VirtualDub.
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