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O Wi-Fi ganha as ruas
Com mais de mil hotspots pelo país,
a web veloz sem fio chega a estádios
de futebol e supermercados
POR AIRTON LOPES
O que faculdades, estádios de futebol, supermercados, restaurantes e um templo de pechinchas em eletrônicos e equipamentos de informática têm em comum? Banda larga sem fio. São Paulo e outras capitais brasileiras estão longe de se tornar cidades cobertas de ponta a ponta por Wi-Fi, como Amsterdã, na Holanda, mas o crescimento dos hotspots no país segue em ritmo acelerado. Levando em conta apenas os hotspots montados pela Vex e a Telefônica, a lista de locais públicos passa de mil endereços. A Vex oferece Wi-Fi em mais de 615 locais, espalhados em 36 cidades e 15 estados. Já a Telefônica conta com 520 locais no estado de São Paulo.
Falar em popularização seria forçar a barra, mas é inegável que o acesso sem fio começa a chegar a ambientes que não são exatamente o hábitat de executivos e profissionais para os quais a internet móvel é item de primeira necessidade. A Vila Belmiro, em Santos, é mais um estádio de futebol a oferecer web sem fio, assim como acontece no Morumbi e no Maracanã. No Bob’s, Bom Grillé, Vivenda do Camarão, Outback, America e outros restaurantes e lanchonetes, o Wi-Fi faz parte do cardápio. No Stand Center, o conhecido shopping alternativo de eletrônicos da avenida Paulista, quem tiver um notebook com Wi-Fi pode se municiar de informações e preços antes de barganhar com os lojistas. A estratégia também vale para a dona-de-casa que vai às compras no Pão de Açúcar do Real Parque, na zona sul de São Paulo.
Para sair surfando sem fios, o usuário paga caro. Não pelo uso do hotspot, que é gratuito, mas pela assinatura do provedor de acesso. Até o fim de fevereiro, o Speedy Wi-Fi era uma opção gratuita, mas em breve começará a ser tarifado. Nos outros provedores Wi-Fi, as mensalidades vão de 39,90 reais (Terra Banda Larga Wi-Fi) a 64,90 reais (BrTurbo Asas). Alguns provedores acenam com vantagens para assinantes de banda larga. Até março, os assinantes dos planos de banda larga fixado Terra ganhavam três horas de acesso via Wi-Fi na faixa. Passando desse limite, a fatura é acrescida de 2 reais por hora de navegação sem fio.
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