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O pacotão da Adobe


O Creative Suite embrulha bem as versões atualizadas de clássicos como Photoshop e Illustrator

POR MAURíCIO GREGO

Leve cinco aplicativos profissionais e pague metade do preço. É basicamente o que oferece o pacote Creative Suite Premium, da Adobe. Ele traz os programas Photoshop, Illustrator, InDesign, GoLive e Acrobat. Além dos aplicativos, a Adobe acrescentou, ao pacote, um novo sistema de gerenciamento de arquivos, o Version Cue. Com exceção do Acrobat, que havia sido atualizado há alguns meses, todos os programas estão em versões novas, identificadas pela sigla CS.

Os aplicativos do Creative Suite formam um conjunto sólido e bem integrado. Photoshop, Illustrator, InDesign, GoLive e Acrobat têm interfaces com o usuário parecidas e compartilham algumas ferramentas em comum. A vantagem óbvia disso é que quem aprende a usar um dos aplicativos sente-se à vontade nos outros. É um benefício importante, já que são softwares complexos, que exigem um grande esforço de aprendizado. Enquanto o Photoshop ganhou novas funções para o tratamento de fotos digitais e o Illustrator, ferramentas para desenho tridimensional, o InDesign recebeu uma série de pequenas melhorias. Nenhuma delas se destaca muito mas, juntas, elas contribuem para tornar o aplicativo mais produtivo.

Prós e contras do InDesign

O novo mecanismo de tipografia do InDesign suporta fontes OpenType e oferece funções de alinhamento óptico de texto. A possibilidade de definir estilos para caracteres (além dos de parágrafo, que continuam disponíveis) atende a uma antiga reivindicação dos usuários. Novas palhetas permitem visualizar separações de cores e o achatamento de transparências. Assim, fica mais fácil conferir o trabalho antes de enviá-lo para impressão em gráfica.

As funções para criar tabelas no InDesign contam, agora, com opções mais variadas de formatação. A Adobe também acrescentou um comando para transformar tabela em texto e vice-versa. É parecido com o que existe no Word, da Microsoft. O InDesign ainda ganhou melhor compatibilidade com as transparências definidas no Photoshop. E, quando usado com o Acrobat, o software apresenta uma série de perfis predefinidos para produzir arquivos PDF. Essas melhorias são bem-vindas, mas há também pontos fracos. O software gera arquivos incompatíveis com as versões anteriores e sua interface com o usuário ficou ainda mais complicada com as novas palhetas. Já as opções de exportação para a web estão limitadas a mandar o conteúdo para o GoLive.

O Acrobat Professional 6.0, analisado pelo INFOLAB no ano passado, trouxe melhorias apreciáveis em segurança e na flexibilidade em produzir arquivos PDF. Já o GoLive é o componente do pacote que menos novidades apresenta em sua versão CS. Ele ganhou melhor compatibilidade com os outros aplicativos, um novo editor para estilos no padrão CSS e guias para alinhamento de objetos mais funcionais. Há também alguns retoques na interface com o usuário, em geral com o objetivo de deixá-la mais parecida com a dos outros aplicativos da Adobe. Mas o software continua difícil de usar e gera código bastante poluído. E sua maneira de trabalhar, parecida com a de um aplicativo de editoração, é do tipo ame ou odeie. Em geral, ela agrada a quem vem da área de artes gráficas mas causa estranheza a profissionais do mundo da internet.

O Version Cue, novo sistema de gerenciamento de arquivos da Adobe, está disponível em todos os aplicativos. Quando ele é ativado, as caixas de diálogo de abrir e salvar arquivo passam a exibir um botão que alterna entre os modos local e compartilhado. No modo compartilhado, o arquivo é armazenado no servidor. O Version Cue controla o acesso do grupo de trabalho aos documentos, as alterações feitas e as diferentes versões geradas. A idéia é interessante e pode realmente ajudar a organizar o fluxo de trabalho, mas o programa não é dos mais intuitivos. Se o usuário não estiver atento, pode enganar-se e salvar um documento no local errado. Na prática, o uso desse software exige retreinamento de pessoal.

O pacote da Adobe está disponível para Windows XP ou 2000 e para Mac OS X 10.2.4 ou posterior. INFO testou o software num PC com Athlon XP 2400+ e 512 MB de memória rodando Windows XP. O desempenho foi bom na maioria das operações. Apenas algumas funções de desenho 3D do Illustrator e certos filtros do Photoshop rodaram com lentidão. Pelo desempenho observado, pode-se considerar essa configuração como a mínima recomendável. Para usuários que lidam com arquivos grandes, um aumento de memória para 1 GB pode fazer diferença.

Fazendo as contas

Em comparação com os aplicativos avulsos, o pacote tem a desvantagem de não trazer manuais impressos e o benefício de incluir o Version Cue. Mas seu atrativo mais importante é mesmo o preço. O Creative Suite Premium custa 5 337 reais. A edição Standard, que não inclui o GoLive nem o Acrobat, custa 4 227 reais. Esses valores são menos da metade do preço dos programas avulsos. Quem tem uma versão anterior do Photoshop pode adquirir o Creative Suite Premium por 3 417 reais e a edição Standard por 2 427 reais. Mesmo assim, há casos em que é melhor comprar os produtos avulsos. Um exemplo é o do usuário que já possui o Photoshop, o GoLive e o Acrobat e não precisa dos outros softwares. Nesse caso, o upgrade dos programas separados custa mil reais a menos que o preço de atualização do pacote Premium.

       


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