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Internet por rádio é uma boa?


Veja no que você deve ficar ligado antes de optar por essa modalidade de acesso

POR FLáVIA YURI

A banda larga por rádio logo ganhou um apelo econômico — com ela, não há a obrigatoriedade de pagar por um provedor de conteúdo, algo que muito internauta não quer. Dá para encontrar serviços desse tipo na faixa de 50 a 70 reais por mês, para a velocidade de 256 Kbps — e esses preços podem cair conforme aumenta o número de adesões no prédio ou no condomínio do usuário. Mas será que se perde alguma coisa com essa economia? Depende do modelo de tecnologia do provedor.

O padrão na banda larga por rádio é não trabalhar com um IP válido. Ou seja, o usuário passa a ser enxergado como se estivesse navegando dentro da rede de uma empresa. Isso não interfere na navegação ou nos downloads, mas pode atrapalhar os planos de usar peer-to-peer ou de jogar pela internet. Não poder cair no P2P pagando pela banda larga? Pecado mortal para a maioria dos internautas. É preciso checar se o provedor tem uma alternativa para essa questão. Uma saída é ver se dá para usar configurações de NAT — Network Address Translation.

O NAT é um tipo de configuração feita no servidor capaz de traduzir diversos endereços internos de uma rede em um único endereço IP para o tráfego externo. É nessa configuração que o provedor pode habilitar o usuário a participar de comunidades peer-to-peer, mesmo sem ter IP válido. O provedor de rádio Directnet, que atua em oito cidades do estado de São Paulo, é um dos que usa esse modelo.

Algumas empresas vendem o serviço de IP válido, mas isso pode acabar aumentando consideravelmente os custos. Em geral, o endereço válido é oferecido apenas nos planos corporativos — que podem custar mais de 200 reais por mês. Por isso, o NAT seria uma saída mais viável. O IP válido é imprescindível apenas para usuários que querem hospedar em casa seu próprio site ou funcionar como um servidor de FTP. A empresa IP2 é uma das que oferecem a opção mais econômica para o IP válido. O usuário paga uma taxa extra de 8,90 reais por mês para ter um endereço só para ele, mais a mensalidade de 69 reais. O preço baixo, em comparação a seus concorrentes, deve-se, em grande parte, à tecnologia usada por ela: a Spread Spectrum, que atua nas freqüências de 2.4 GHz e 5.8 GHz. O inconveniente desse serviço é que o provedor não tem como garantir a velocidade da conexão.

O mercado de provedores de internet por rádio no Brasil é formado majoritariamente por empresas de pequeno e médio porte, que atuam regionalmente. Às vezes, até apenas em certos bairros. É o caso do provedor IP2, que se concentrou na zona sul da cidade de São Paulo.

       


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