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Metron na Anaconda
Menos de dois anos. Este foi o tempo necessário para a Metron ir do céu ao inferno. No caso, da liderança em PCs no país em 2002 até o pedido de concordata preventiva em setembro passado e as denúncias de contrabando e pagamento de propina para policiais envolvidos com a Operação Anaconda, o esquema de venda de sentenças judiciais investigado pela Justiça e a Polícia Federal. A empresa é citada em um grampo telefônico como pivô numa disputa por propinas dentro da banda podre da PF. Segundo a gravação, em dezembro de 2002, um caminhão de componentes contrabandeados com destino a Metron foi apreendido por um delegado descontente com sua cota na “caixinha” e liberado em seguida por outros dois colegas da PF. Em nota oficial, a Metron diz desconhecer o fato.
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