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Alô econômico
Se é só para falar,
pra que gastar uma
nota com celular?
POR FLáVIA YURI
Se você usa o celular basicamente para falar, não é preciso gastar um dinheirão para ter acesso a telefones modernos e tecnicamente eficientes. INFO testou cinco modelos das principais marcas do mercado, com preços de até 400 reais, levando-se em conta o custo no sistema pré-pago. Foram para a arena o K112, da Kyocera, o C210, da Motorola, o 2100, da Nokia, o Easy, da Samsung, e o A50, da Siemens. A escolha de INFO ficou com o A50. Com um preço médio nas lojas de 213,80 reais, o aparelho convence tecnicamente, é o mais barato entre os avaliados e tem a melhor relação custo/benefício. O formato anatômico do A50 lhe valeu também a nota mais alta em design — 8,0, empatado com o Nokia 2100.
Se a Nokia impressionou em design e leveza (são apenas 81 gramas), também foi responsável por uma decepção do teste. O 2100 escorrega feio na mais básica das funções de um telefone: o pequeno botão de liga e desliga. Para ligar, é preciso apelar para força, unha ou um acessório improvisado — como uma ponta de caneta ou chave. Isso não combina com a história de praticidade e eficiência da Nokia.
Para tirar a prova de quanto tempo de conversação cada telefone móvel de fato agüenta, o INFOLAB monitorou as ligações feitas com os cinco aparelhos simultaneamente. Todos os equipamentos entregaram o que prometem. O de maior fôlego foi o Easy, da Samsung, que se manteve firme durante sete horas. O resultado mais baixo foi o do Kyocera K112. Ele agüentou 3 horas e 28 minutos, mas cumpre o estabelecido no manual do aparelho.
Entre os celulares testados, a única opção para quem quer navegar na internet móvel em 2,5G é o modelo da Samsung. O Siemens traz browser WAP, mas não tem suporte a GPRS. Já o Nokia não vem com browser para acesso à web pelo protocolo WAP, mas tem uma opção de acesso a notícias por SMS. Os celulares da Kyocera e da Motorola embutem a tecnologia de 2,5G, mas não há como usá-la de fato: eles não incluem um browser.
Agenda de compromissos com alarme, seleção de ringtones variados e espaço para armazenar novos tons são funções comuns a todos os celulares testados, mas há modelos com aplicativos extras. O Samsung Easy e o Nokia 2100 trazem compositores de ringtones pelo próprio teclado. O nível de personalização do Nokia chega até mesmo aos cliparts. Dá para criar sua própria figura ou editar a seleção de imagens que chegam ao aparelho.
Fique ligado
Bateria - Roaming aumenta o consumo de bateria entre 10% e 30%. Opte por uma de maior duração se você viaja muito
Conexão - Não adianta ter 2,5G no aparelho sem um browser WAP ou aplicativos para envio de dados e/ou MMS
Existe, mas não funciona
Os celulares dão show de popularidade no Brasil — afinal, chegamos a 46 milhões de aparelhos em apenas 14 anos. Nem por isso tudo é perfeito. Hoje é fácil deparar com gente decepcionada com os recursos dos equipamentos. No manual, muitos acenam com um mundo multimídia, com fotos, games e sons polifônicos. Na prática, é outra história. No geral, os celulares têm mesmo as possibilidades prometidas, mas nem sempre as operadoras de telefonia oferecem os serviços dos quais eles dependem. Resumo da ópera: muita gente paga caro por maquininhas cheias de recursos e acabam usando-as basicamente para falar. Fique atento: não adianta comprar um modelo avançado de celular para fazer download de sons polifônicos se sua operadora não oferece esse serviço. Os tons precisam ser compatíveis com aquele modelo de aparelho — ou não funcionarão. Com foto, é a mesma coisa. O aparelho pode fotografar mesmo sem linha, mas não dará para enviar as fotos em mensagens multimídia se a operadora não oferecer MMS.
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