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CAD econômico? É com o IntelliCAD


O programa da R&C/Task custa cinco vezes menos que o AutoCAD e é compatível com ele...

POR SILVIA BALIEIRO E OSMAR LAZARINI

O orçamento da sua empresa não permite um gasto de 4 mil dólares com o AutoCAD? Nem pense em soluções heterodoxas. Há alternativas bem mais econômicas de programas que trazem boas opções de ferramentas. O IntelliCAD (versão demo disponível em www.info.abril.com.br/download/3036.shl) é uma delas, com a vantagem de ler até mesmo os arquivos antigos de AutoCAD, feitos com base na versão 2.5.

Criado em 1998 pela Visio, o software nasceu justamente com a proposta de ser uma opção barata de CAD. Em 1999, a empresa americana foi adquirida pela Microsoft e o produto passou a ser mantido pelo ITC (IntelliCAD Technology Consortium), consórcio do qual participam mais de 40 empresas, espalhadas por 12 países. A representante brasileira é a R&C/Task, sediada em Sertãozinho, no interior de São Paulo. É de lá que saem as diversas versões do programa, com adaptações para o mercado local.

O teste do INFOLAB desse CAD verde-amarelo foi feito com o IntelliCAD 4 Master Solid. A instalação é simples. Junto com o CD, o usuário recebe um hardlock, que funciona como uma proteção anticópia. Ele deve ser plugado na porta paralela do micro. Fizemos a avaliação num Pentium III de 1 GHz, com 256 MB de RAM e Windows XP Professional. A performance ficou mais lenta somente nas renderizações (Renderização - Recurso para simular objetos reais com base em desenhos gráficos) de objetos e texturas mais complexas. Nas aplicações simples, o processamento foi imediato.

O preço do programa impressiona. A versão mais completa do IntelliCAD custa 650 dólares, enquanto uma licença do AutoCAD 2004 mais barata pode sair por 3 395 dólares — podendo passar dos 5 mil dólares. O IntelliCAD, entretanto, fica devendo algumas facilidades, como o recorte de imagens com vetores, que é útil para quem produz mapas. Isso não significa, é claro, que não existam recursos mais sofisticados no IntelliCAD. Com ele é possível interpretar rotinas que foram escritas em Lisp (List Processor) (LISP - Linguagem de alto nível usada para fazer extensões de programas CAD), VBA e C/C++. Quer retroceder um desenho passo a passo? Com o comando Ctrl+Z, é possível voltar ao início do arquivo. Depois é só clicar Ctrl+Y para avançar e continuar o trabalho de onde parou.

Para deixar a vida do usuário mais simples, há um gerenciador de arquivos, o Drawing Explorer, que mostra em thumbnails os blocos que compõem um projeto. No projeto de um carro, por exemplo, é possível encontrar o desenho do espelho retrovisor esquerdo não só pelo nome, mas pela imagem. Na hora de produzir desenhos, há a possibilidade de fazer modelagem de sólidos Acis, ou seja, criar figuras com volume e massa que seguem padrões definidos por normas técnicas, uma ajuda e tanto para quem desenha peças.

Inglês brasileiro

Apesar dessa versão do programa ter sido desenvolvida no Brasil, todos os comandos e menus estão em inglês. Isso é uma vantagem para quem cria pelo prompt de comando. No entanto, o usuário que preferir conversar com o IntelliCAD em português pode modificar a interface com poucos cliques, usando o menu Tools/Customize. Não consegue se acostumar com a aparência de outro programa que não seja o AutoCAD? Há a opção de configuração ACADFace, que deixa os botões e os menus com aparência parecidíssima com a do software da Autodesk.

Não é só na aparência que o IntelliCAD se assemelha ao produto da AutoCAD. Os formatos para criação de desenhos nos dois CADs são o DWG (DWG - Extensão de arquivos do AutoCAD salvos no formato gráfico vetorial) e o DXF(DXF - Extensão de arquivos do AutoCAD salvos no formato binário). Por isso é possível abrir, modificar e exportar arquivos entre eles sem problemas. Graças a detalhes como esses, algumas empresas como a Weg Motores e o Metrô de São Paulo incluíram o software em seu portfólio. “Somos usuários intensos do IntelliCAD e do AutoCAD, e pretendemos continuar com as duas opções. Há nichos para cada um deles e eles conversam muito bem”, diz Gustavo Mazzarioll, gerente de informática e TI do Metrô de São Paulo.

       


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