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Networking e outras histórias
O networking online é uma evolução das antigas comunidades de internet. Mas não vai durar
POR JOHN C. DVORAK
O networking online, para namorar ou fazer negócios, fatalmente vai cruzar o seu caminho. Esse tipo de rede de relacionamento está com tudo nos Estados Unidos. Há pelo menos uma dezena de empresas no ramo e outras virão. O mercado de venture capital aposta nelas, que crescem rápido, e vão acabar na mesma velocidade.
Os serviços online cruzam suas informações com os dados de outras pessoas acomodados em redes semelhantes. Os melhores exemplos são Ryze (www.ryze.com), LinkedIn (www.linkedin.com) e Friendster (www. friendster.com), que vasculham cadastros de pessoas em complexos bancos de dados e encontram pares para negócios ou relacionamentos pessoais. Tudo online e, teoricamente, melhor do que você faria sozinho. Na rede social, tem gente para namorar. Na de negócios, para trabalhar. Mas isso não é uma regra. A Friendster, por exemplo, gira em torno de solteiros de 20 e tantos anos que procuram sexo casual ou casamento, mas muitos acabam encontrando emprego e apartamentos.
O networking eletrônico é uma evolução das comunidades de internet populares no fim dos anos 90 e que fracassaram. Cresce exponencialmente e vai gerar números espetaculares, mas entrará em colapso por causa do próprio peso. Enquanto isso, fará alguns poucos milionários e até será divertido por um tempo.
Estive na última Consumer Electronics Show (CES), em janeiro, em Las Vegas, e vi por lá a maioria das empresas que não esteve na última Comdex. A CES cresce tanto que empresas jovens e inovadoras simplesmente não podem bancar a exibição, a não ser que encontrem brechas nos estandes de expositores maiores. Desde o colapso do setor de tecnologia, provocado pelo fiasco dotcom, o mercado desencoraja a participação em eventos caros. Miram gastos e resultados, mas o problema de olhar só para os números é deixar de lado a imagem. Não é bom dar a impressão de que se vai quebrar a qualquer momento, quando na verdade isso não vai acontecer. Muitos participam de grandes eventos só para mostrar que estão no jogo. Eu mesmo sempre vou na Comdex e na CES — assim as pessoas sabem que ainda estou trabalhando! É preciso circular. As empresas americanas enfrentam outro problema na CES: a invasão de estandes caros dominados por companhias estrangeiras, como Panasonic, Sony, Toshiba e Samsung. O estande da Samsung, por exemplo, era uma pequena cidade de mais de 1 milhão de dólares, cheia de produtos espantosos, como a tela de plasma de 80 polegadas.
Visitei a Samsung na Coréia há alguns anos e fiquei impressionado com sua competência. A empresa tem na Coréia o peso que a Philips tem na Holanda. Mas suspeito que sua produção ainda vá parar na China, para onde tudo está mudando. Nos Estados Unidos, nos preocupamos muito com a China. Não é medo de ataques ou do governo comunista. Tememos que os chineses fiquem muito bons no capitalismo. A China tende a ser a capital global da indústria, a que vai dizer a todos o que fazer. Isso, sim, é preocupante. Pelo menos eles ainda não têm a menor noção de publicidade ou marketing e acham que tudo ser resume a duas palavras: preço baixo. Isso não tem nada a ver com a linha dura comunista, pois o jeito chinês de viver em Taiwan é tão limitado quanto, e eles nunca foram comunistas. Na verdade, se descobrirem que o melhor preço não é a isca definitiva, mas apenas uma entre as muitas possibilidades para vender, o mundo todo estará em apuros.
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