Bugs S.A.
POR LUCIA REGGIANI
Scammers atacam Banco Central
E os e-mails falsos em nome de bancos continuam circulando na internet atrás dos ingênuos e desinformados. Em janeiro, os scammers se travestiram de Banco Central para se exibir em empresas de comércio exterior, ofereceram prêmios para quem pedisse extrato do Banco do Brasil e apavoraram correntistas do Bradesco com alertas de saldo insuficiente, sempre para capturar dados e senhas em páginas falsas. Nem o programa de fidelidade Smiles, da Varig, escapou. A pedido do BC, a Polícia Federal está na captura dos remetentes.
Mydoom, o mais rápido da web
Final de janeiro, novo capítulo na história dos vírus. O verme Mydoom, em 24 horas, infectou um em cada 12 e-mails em 168 países, liderando o ranking de propagação mais rápida de todos os tempos. O Mydoom entra no PC e abre uma porta para acesso remoto. A intenção da versão A seria fazer as máquinas infectadas tirarem o site da antilinuxista SCO do ar, e a da versão B, derrubar o da Microsoft. Tudo bem, a SCO é campeã de antipatia, mas todo mundo tem de pagar por isso?
Cracker condenado no Brasil
Seis anos, quatro meses e seis dias de prisão. Quem terá de cumprir essa pena é o cracker Guilherme Amorim de Oliveira Alves, de 19 anos, condenado no início de janeiro pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul pela participação no desvio de pelo menos 1 milhão de reais de grandes bancos brasileiros. Alves clonava os sites dos bancos, capturava os dados e as senhas dos clientes e as utilizava nas transferências fraudulentas de dinheiro. Foi a primeira condenação no país de um cracker.
DVD Jon inocentado
O norueguês Jon Lech Johansen, criador do DeCSS, software que quebra a proteção anticópia dos DVDs, foi inocentado para sempre pela Noruega da acusação de pirataria. DVD Jon, como ficou conhecido, defendeu-se dizendo que fez o programa para ver filmes no sistema operacional Linux. E virou o jogo: pediu à Justiça compensação financeira pela chateação que sofreu nos últimos quatro anos.
LiveUpdate escorrega na... segurança
O LiveUpdate, sistema de atualização de programas da Symantec, tinha uma falha de segurança que deixava a turma do mal entrar e controlar um PC infectado. O problema, descoberto pela empresa americana Secure Network Operations, afeta as versões 2001 a 2004 do SystemWorks, Norton AntiVirus e Norton AntiVirus Pro, entre outros. A correção – LiveUpdate 2.0 – foi liberada pela Symantec no dia 6 de janeiro. Basta rodar o LiveUpdate para consertar.