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edição 210 - Setembro/2003

Game com balada


As LAN lounges misturam jogos em rede com comida, música e paquera

Internet, games online, lanches, bebida e paquera, tudo num lugar só. É a LAN lounge, um híbrido de LAN house com bar. Democráticas, essas casas conseguem reunir quem não vive sem jogar com a moçada que quer simplesmente ouvir música, conversar, comer e beber. O público não é majoritariamente masculino, como nas LAN houses tradicionais. Há meninos e meninas. São gamers, amigos de gamers e curiosos. Se bate uma fome no meio da partida, a solução é quase instantânea: basta digitar algo do tipo “uma cerveja e um misto, por favor”, e o servidor identifica de qual cliente partiu o pedido. Logo o lanche alcança o faminto na mesa. A noite paulistana já tem várias casas do gênero. A decoração da Aztech (www.lanlounge.com.br) tem um quê de Tailândia. DJ, pista de dança e narguilé, um cachimbo oriental, disputam a atenção dos freqüentadores com 27 computadores, estrategicamente acomodados entre pufes e redes. Na Orbit Games (www.orbitgames. com.br), até dez pessoas jogam em duas mesas redondas. A casa funciona como um ponto de encontro para turmas. A trilha sonora tem rap, reggae e música eletrônica. “O pessoal usa a LAN como ponto de encontro. Jogam, bebem umas cervejas e saem para a balada”, conta o proprietário Renato Simões Strumiello, de 24 anos. A Orbit funciona 24 horas. Na Lime Room (www.lime room.com.br), os clientes levam até baralho e os DVDs favoritos, que rodam em um telão de 1,8 por 1,8 metro — é só pedir uma brecha na programação da casa. Beber e jogar podem não ser a melhor pedida. “Isso deixa a casa alegre e aumenta a empolgação nas partidas, mas o desempenho dos jogadores cai”, diz Eduardo Albuquerque, 24 anos, dono da Aztech e que investiu quase 500 mil reais no negócio.

       


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