Uma mexida no código de sua página web pode colocar seu site no topo da lista das ferramentas de busca como o Google. Saiba como fazer isso.
Estar no topo da lista dos motores de busca é ambição de praticamente todo webmaster. O problema é que não há uma fórmula mágica para melhorar a posição de um website nos rankings. Isso ocorre porque as ferramentas usam alguns critérios que não dependem diretamente do código HTML para classificar as páginas. É o caso, por exemplo, do sistema PageRank, do Google, que leva em conta o número de links que apontam para uma página para determinar sua relevância. Mas um arquivo HTML bem organizado facilita a vida dos programas que vasculham a internet, chamados de “spiders” ou “crawlers”, melhorando as chances de classificação do site nas buscas.
Título é o mais importante
A primeira providência é caprichar no título, que fica no comando <title>, dentro do <head>. Ele é o elemento HTML de maior peso para a maioria das ferramentas de busca, incluindo o Google. O título deve resumir em poucas palavras o conteúdo específico da página, e não apenas repetir o nome da empresa ou instituição, como é comum em vários sites. Muitas vezes, por questões de automação ou mesmo por preguiça do webmaster, todos os arquivos têm o mesmo título, ignorando o tema particular de cada página. Conseqüentemente, apenas uma expressão tem peso maior nas buscas, o que pode esconder outros assuntos relevantes do site. Para evitar esse problema, o ideal é criar títulos que reflitam o conteúdo específico de cada página. No caso de produtos, por exemplo, deve-se incluir a marca e o modelo no título.
De olho na localização
A localização dos elementos dentro do arquivo HTML é outro fator importante. Ao executar uma busca, as ferramentas levam em conta se o termo procurado está no topo da página. É bom lembrar que os “spiders” lêem o código HTML de cima para baixo. Isso nem sempre é igual ao que ocorre quando navegamos, pois um elemento que aparece na parte superior da tela pode estar no final do código. Por isso, é importante simplificar ao máximo a estrutura de tabelas, de modo a evitar que termos importantes sejam jogados para baixo.
Scripts podem atrapalhar
Outro cuidado do webmaster deve ser com os trechos em Java- Script, já que os scripts no início do HTML “empurram” o conteúdo para baixo. É claro que quatro ou cinco linhas de código não fazem grande diferença, mas scripts longos podem prejudicar o desempenho do site nas buscas. Por isso, sempre que possível, insira os scripts no fim da página.
Cuidado com as imagens
O uso de imagens também deve ser cauteloso. Muitos webdesigners criam menus de navegação com arquivos GIF ou JPG no lugar de descrições em texto. Isso não ajuda em nada as ferramentas de busca, que não lêem gráficos. Se o uso de imagens for inevitável, uma alternativa é duplicar os links do menu no pé da página em formato HTML convencional. Mas o ideal é utilizar imagens somente em logotipos sofisticados. No caso de fotos, uma boa idéia é incluir o atributo “alt” para descrever a imagem, como em <img src=”foto.jpg” alt=”nome da pessoa”>. Assim, apesar de não interpretar o retrato, o “spider” pode saber o que ele representa e incluí-lo na busca de imagens. As restrições ao uso de gráficos valem também para os arquivos em Flash. Apresentações animadas podem até impressionar clientes e internautas, mas são absolutamente ignoradas pelos scripts das ferramentas de busca.
Evite endereços longos
Ao entrar num site qualquer, o “spider” vasculha a página principal em busca de links para seguir. Mas algumas ferramentas têm dificuldades em interpretar endereços longos e com muitos caracteres de concatenação, como “&” e “?”. Por isso, o ideal é manter os links na forma mais simples possível.
Não confie no meta keywords
Um mito que deve ser abolido é o de que o comando “meta keywords” é um passaporte garantido para melhorar o ranking de um website. Essa tag foi criada para abrigar termos que descrevessem a página e por algum tempo funcionou bem. Lá pelos idos de 1996, ferramentas como Altavista e Infoseek (lembra dessa?) davam grande peso ao conteúdo do “meta keywords”. Mas muitos webmasters começaram a lotar o tag com descrições repetitivas e enganosas. As empresas responsáveis pelos search engines perceberam a manobra e aperfeiçoaram seus algoritmos de busca. O resultado é que as ferramentas atuais dão pouca relevância a esse comando ou simplesmente o ignoram.