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Já ouviu fazer em Rails? Para saber como se desenvolve usando Ruby on Rails, acompanhe a criação de um aplicativo de gerenciamento de ativo

Essa biblioteca baseada na linguagem Ruby, permite a criação de aplicações para a web associadas a bancos de dados.

O Ruby On Rails vem dando o que falar entre a turma que desenvolve para a web. Programadores experientes dizem que essa ferramenta permite acelerar o desenvolvimento em até dez vezes em comparação com linguagens mais tradicionais. Mesmo que haja um exagero nessa afirmação, basta trabalhar um pouco com o Rails para perceber que operações corriqueiras em bancos de dados podem ser implementadas com incrível rapidez. O Rails é uma biblioteca, baseada na linguagem Ruby, que permite a criação de aplicações para a web associadas a bancos de dados. Para mostrar como se desenvolve usando Ruby on Rails, vamos criar um aplicativo simples de gerenciamento de ativo fixo. As instruções são para Windows XP. Mas os programas usados têm também versões para Linux.

1. Instalação do Ruby

Baixe o instalador do Ruby on Rails no endereço www.info.abril.com.br/download/4357.shtml. Inicie a instalação e mantenha os padrões sugeridos pelo programa. Selecione todos os itens opcionais. Mantenha também o diretório padrão, que é o C:Ruby. Para testar o software, abra o Prompt de Comando do Windows e digite este comando (tecle Enter depois de cada comando):

ruby -v

Deve aparecer uma mensagem com a versão do Ruby.

2. Banco de dados

Vamos prosseguir instalando o SQLite. Esse gerenciador de bancos compacto é útil para testes e desenvolvimento. Para uso em produção, poderia ser escolhido outro software, como o MySQL. Baixe o SQLite 3 no endereço www.info.abril.com.br/download/4358.shtml. Depois de descompactar o arquivo zip, você terá um programa executável e uma DLL. Como o SQLite não tem instalador, tudo o que você tem a fazer é copiar esses dois arquivos para o diretório WindowsSystem32.

3. Ruby on Rails

Agora, vamos instalar o Rails e a biblioteca que faz o acesso ao SQLite 3. O micro deve estar conectado à internet para que o instalador baixe componentes adicionais. No Prompt de Comando do Windows, digite:

gem install rails

O passo seguinte é instalar o suporte ao SQLite 3. Digite:

gem install sqlite3-ruby

4. O ambiente da aplicação

Na hora de criar uma aplicação, é preciso separar scripts, logs, configurações e outros componentes numa estrutura de diretórios. O Rails faz isso de forma automática. No Prompt de Comando, digite:

rails c:datawebativofixo

Abra o Explorer e navegue até a pasta ativofixo que definimos. Você verá a estrutura de diretórios criada pelo Rails. O diretório app é o local onde ficarão os arquivos do programa. O script é a pasta que contém os arquivos de apoio. Os diretórios helpers e views servem, respectivamente, para armazenar funções auxiliares e layouts para o site. Folhas de estilos CSS ficam na pasta publicstylesheets.

5. Servidor web

O Ruby on Rails inclui um minisservidor web que pode ser usado no desenvolvimento. Para não conflitar com outros servidores que você possa ter na máquina (como Apache ou IIS), ele vem configurado para funcionar na porta 3000. No Prompt de Comando, digite os seguintes comandos para rodá-lo:

cd c:datawebativofixo

ruby scriptserver

Abra o browser e acesse o seguinte endereço:

http://localhost:3000

Você deve ver uma página com o título Welcome Aboard e informações sobre o Ruby on Rails.

6. Ativo Fixo

Nos passos anteriores, especificamos uma aplicação chamada Ativo Fixo. É uma versão simples do sistema de controle patrimonial de uma empresa. Depois que ela estiver pronta, você pode adicionar outros campos e recursos. Esta aplicação usa as quatro operações básicas de um banco de dados: consulta, edição, inclusão e exclusão. A primeira coisa a fazer é criar o banco de dados no SQLite 3. No Prompt de Comando do Windows, digite:

sqlite3 dbativodev.db

Depois que o prompt do SQLite 3 aparecer, digite:

CREATE TABLE afs

(

id INTEGER NOT NULL PRIMARY KEY,

descricao VARCHAR(100) NOT NULL,

valor_aquisicao INT NOT NULL,

fornecedor VARCHAR(255) NULL,

comprador VARCHAR(30) NULL,

tempo_depreciacao INT NULL

);

7. Acesso aos dados

O próximo passo é configurar o Rails para acessar esse banco de dados. No diretório ativofixo encontre a pasta config e, dentro dela, o arquivo database.yml. Abra-o num editor de textos e modifique suas configurações para o seguinte:

development:

adapter: sqlite3

dbfile: dbativodev.db

test:adapter: sqlite3

dbfile: dbativotest.db

production:

adapter: sqlite3

dbfile: dbativoprod.db

Todo o restante do arquivo pode ser apagado, já que não terá utilidade em nosso tutorial. Na verdade, só usaremos o ambiente development, uma vez que os dois outros bancos não foram criados ainda. Mas é bom deixar o arquivo correto.

8. Modelo e controlador

No Ruby on Rails, cada tabela é descrita por um modelo. Vamos criar um modelo chamado af (iniciais de Ativo Fixo) que refletirá a tabela que acabamos de definir. No Prompt de Comando do Windows, digite:

ruby scriptgenerate model af

Em seguida, vamos criar um controlador para o modelo af. O controlador é o módulo básico dos aplicativos do Rails. Este é o comando:

ruby scriptgenerate controller afs

Note que nosso modelo chama-se af, mas o controlador é chamado afs. Isso ocorre porque o Ruby on Rails trabalha com a língua inglesa, colocando as palavras no plural. Se você criar um modelo Person, por exemplo, ele irá procurar por uma tabela chamada People, plural de Person em inglês.

9. Scaffolding

O último passo antes de colocar sua aplicação para funcionar é associar um recurso chamado scaffold ao controlador. Ele adiciona funções de visualização, edição, inclusão e exclusão de dados. Localize o arquivo afs_controller.rd. Abra-o num editor de textos e adicione o comando scaffold, assim:

class AfsController <

ApplicationController

scaffold :af

end

Vamos reiniciar o servidor. Clique no Prompt de Comando para mantê-lo em foco no Windows e tecle Ctrl+C para parar o servidor. Em seguida, reinicie-o com o comando:

ruby scriptserver

Abra o navegador e vá a este endereço: http://localhost:3000Você verá uma aplicação com recursos de consulta, edição, exclusão e inclusão. Note que usamos uma única linha de código (scaffold :af) para criá-la.

10. Personalização

Vejamos como personalizar o layout da aplicação. Esse processo é feito por meio de dois arquivos rhtml, um de visualização (conhecido por view) e outro de layout. Além disso, é preciso fazer algumas modificações no controlador principal para carregar os dados para uma variável temporária. Vamos começar personalizando o controlador. Abra o arquivo afs num editor de texto e modifique-o para que fique assim:

class AfsController <

ApplicationController

scaffold :af

layout “default”

def list

@entries = Af.find_all nil, “descricao”

end

end

11. Layout

Agora, na pasta appviewslayouts, crie um arquivo de texto chamado default.rhtml. Esse arquivo deve ter o seguinte conteúdo:

<html>

<head>

<title>Ativo Fixo</title>

</head>

<body>

<h1>Lista de patrimônio</h1>

<%= @content_for_layout %>

</body>

</html>

12. Visualização

Vamos, agora, criar a visualização, o código-fonte que irá controlar a exibição dos dados. É aqui que definimos a aparência do site. Vá para a pasta appviewsafs e crie um arquivo chamado list.rhtml. Ele recebe este nome de acordo com a definição no controlador, logo depois do comando def. Confira o código:

<table border=“1” cellpadding=“4” cellspacing=“0” width=“90%”>

<tr>

<th>Descrição</th>

<th>Valor de aquisição</th>

<th>Tempo de depreciação</th>

<th colspan=“3”>Ações</th>

</tr>

<% @entries.each do |entry| %>

<tr>

<td><%= entry.descricao %></td>

<td><%= entry.valor_aquisicao %></td>

<td><%= entry.tempo_depreciacao %></td>

<td><%= link_to “Exibir”, :action => “show”, :id => entry.id %></td>

<td><%= link_to “Editar”, :action => “edit”, :id => entry.id %></td>

<td><%= link_to “Excluir”, :action => “destroy”, :id => entry.id %></td>

</tr>

<% end %>

</table<p><%= link_to “Novo”, :action => “new”FF %></p>

Isso é tudo que você precisa para adicionar uma exibição ao aplicativo. Você ainda pode incluir mais campos e aplicar uma formatação mais elaborada à página, como fizemos na tela inicial deste tutorial.




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