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Passando fitas VHS para o DVD

Se você está cansado de empilhar sua velha coleção de fitas VHS, uma boa saída é converter seus vídeos domésticos para o formato digital, gravando-os em DVD. Além de contar com mais qualidade de som e imagem e maior durabilidade, de quebra você ainda pode ganhar um pouco de espaço na estante do home theater.

Boa pedida, não é? Mas prepare-se para ter um pouco de trabalho. Nada muito extenuante, é bom que se diga, mas a passagem do VHS para o DVD requer alguns cuidados importantes para ser bem-sucedida.

Em linhas gerais, são necessárias três etapas para cumprir a tarefa. Primeiro, capturar o vídeo — ou seja, converter a informação analógica da fita VHS para um arquivo digital no disco rígido. O segundo passo é converter o arquivo digital, que é capturado em AVI, para o formato MPEG-2, que oferece resoluções mais altas (720 por 480 e 1280 por 720 pixels) e é o padrão nativo dos filmes em DVD. E, finalmente, queimar a mídia, que consegue armazenar até 4,7 GB, ou 120 minutos de vídeo de boa qualidade.

O INFOLAB utilizou a placa Studio Deluxe, da Pinnacle, que permite a realização das três etapas. O forte da ferramenta é a flexibilidade: ela grava imagens que podem ser transformadas em arquivos MPEG-1, MPEG-2, AVI, RealVideo e Windows Media. O periférico é composto por dois módulos: uma placa interna, que se encaixa num slot PCI, e um conector externo, que faz a digitalização do vídeo, se liga ao micro por uma porta USB e possui portas de entrada e saída para os cabos de áudio e vídeo do aparelho que está executando a fita VHS. A Studio Deluxe tem a capacidade de capturar vídeos originais tanto de fontes analógicas como de digitais. Ou seja, a imagem pode ser capturada tanto de videocassetes e filmadoras tradicionais como de câmeras de vídeo digitais e até mesmo diretamente de um aparelho de DVD.

Feitas as apresentações, está tudo certo para iniciar o processo. Antes de começar a digitalização, porém, é indispensável checar o espaço livre no seu disco rígido. Apenas os softwares que acompanham a Studio Deluxe (o Studio 7, de captura e edição, e o Pinnacle Express, que grava o DVD) ocupam aproximadamente 500 MB de espaço no HD. O problema maior, no entanto, é outro: cada 20 minutos de vídeo capturado em alta qualidade ocupam nada menos que 4 GB de espaço no disco. É bom ficar atento.

Ressalvas à parte, é hora de começar o show. Abra o Studio 7, que permite a captura e a edição dos vídeos, coloque no videocassete ou na câmera a fita com o conteúdo a ser digitalizado e inicie o filme. Imediatamente o software irá mostrar uma tela que vai acompanhar a reprodução. Daí, basta clicar no botão “Start Capture” para que a aplicação comece a armazenar as imagens. Para que você não perca o controle do processo, há um contador que mostra o tempo restante de captura de acordo com o espaço livre disponível. O Studio 7 também permite que as imagens sejam editadas com facilidade, através de recursos como arrastar e soltar e recortar e colar. Há também o recurso SmartCapture, que permite a digitalização dos filmes em arquivos com baixa resolução, com o intuito de editá-los sem ocupar muito espaço no HD, para depois capturar o arquivo de forma definitiva — ou se contentar com uma resolução meia-boca.

Cinema em casa

Depois de editar o vídeo, é preciso converter o arquivo digital, que foi capturado em AVI, para o formato MPEG-2. Essa tarefa é praticamente banal com o Studio 7: basta clicar no botão “Create MPEG File” para que a conversão seja iniciada. Cumprida a tarefa, o passo final é queimar a mídia. Para tanto, obviamente, é necessário possuir um gravador de DVD instalado no micro. Se o periférico estiver funcionando corretamente, feche o Studio 7 e dê um clique duplo no ícone do Pinnacle Express. A ferramenta oferece a possibilidade de inserção de recursos interativos, como seleção de cenas e extras, além de templates de menus temáticos para o DVD. Depois de selecionar as opções que você deseja, basta iniciar a gravação.

Após essa etapa, teoricamente seria necessário apenas sentar-se na poltrona e preparar a pipoca para curtir seu novo DVD. No entanto, cabem algumas ressalvas. Nos testes do INFOLAB, feitos num computador Pentium 4 de 1,66 GHz, 256 de RAM, 40 GB de disco e gravador de DVD+RW dvd 100i, da HP, todo o processo de captura e gravação demorou nada menos que 75 minutos para ser concluído. A lentidão foi causada, sobretudo, pela falta de recursos do Pinnacle Express, que formatou o DVD antes de gravá-lo (processo que demorou 40 minutos!) e, o que é pior, não ofereceu ao usuário a opção de não formatar a mídia. Para escapar dessa armadilha, uma saída é trocar o software por outra ferramenta, como o Nero (www.infoexame.com.br/aberto/download/1992.shl), que nos testes do INFOLAB levou somente 25 minutos para realizar a gravação — ainda que sem incluir os menus interativos.

Outro fator que pode causar demora é o HD, que precisa ser rápido (de preferência com mais de 5600 rotações por minuto, pouco acima do padrão de velocidade de 5400 rpms da maioria dos discos rígidos vendidos atualmente). Também é fundamental respeitar os requisitos mínimos da solução: a Studio Deluxe só funciona direito num PC com Pentium II de 450 MHz ou superior, 128 MB de memória e placas de som e vídeo DirectDraw 8 ou compatível. Se você está atento a esses fatores, aí, sim, vale a pena desembolsar 560 dólares (o que dá mais de 2 mil reais no atual patamar do câmbio) pela ferramenta da Pinnacle e começar bem sua carreira de diretor de cinema doméstico. Caso contrário, resta empilhar suas fitas de VHS por um pouco mais de tempo.


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