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Como instalar pacotes no padrão tar.gz no Conectiva Linux 9.0

O pacote tar, ou tar.gz, é um arquivo compactado que contém o código-fonte do programa. Portanto, ele não está preparado para nenhuma distribuição. Tar e tar.gz são ambos arquivos compactados. A diferença entre os dois é que o tar.gz é um arquivo tar com uma segunda compactação no padrão gz. A instalação de um tar/tar.gz — que só pode ser feita na linha de comando — envolve os seguintes passos:

1. Descompacte o arquivo com o comando. Para isso, se quiser, você pode usar um descompactador gráfico. No Conectiva Linux 9.0, clique no arquivo com o botão direito do mouse e, no menu, escolha Abrir Com/Ark. Clique no botão Extrair na tela do utilitário e indique o diretório. O programa cria uma pasta com todos os arquivos que estavam no pacote.

Para fazer a descompactação via linha de comando, digite:

tar –xvzf [diretório]

A indicação do diretório é opcional. Se for omitida, a descompactação será feita no próprio diretório onde está o arquivo tar.

Para descompactar arquivos tar (sem gz), o comando é similar:

tar –xvf [diretório]

2. Agora, na linha de comando, entre no diretório no qual foram descompactados os arquivos do pacote. Digite:

./configure

Com esse comando, a instalação segue as situações-padrão. Se você quiser escolher opções como o diretório para onde vai o programa, terá de especificar tudo na linha de comando. Como fazer isso? Aqui, não há outro caminho senão ler o arquivo Readme. Nos traços gerais, todas as situações são parecidas. Mas sempre podem haver itens especiais que não é possível adivinhar. Para instalar um programa num diretório diferente do padrão, a linha acima se transforma em:

./configure --prefix=dir

No lugar de dir, digite o diretório de destino da instalação. Atenção: antes da palavra prefix há dois sinais de menos (--prefix).

3. O próximo passo é digitar:

make

Esse comando compila o código-fonte e verifica as dependências. Se faltar alguma biblioteca, o processo também não vai funcionar e, assim como na instalação RPM, você vai ter de providenciá-las antes de prosseguir. É possível, também, que uma biblioteca dependa de outra, o que vai alongar os procedimentos.

4. Por fim, vem o comando:

make install

Mais uma vez, a consulta ao arquivo Readme se impõe. É possível que, no programa que você está instalando, esse comando varie para makeinstall, numa só palavra. Isso completa a instalação.

Um problema da instalação via arquivo tar.gz é que ela não cria um ícone para a execução do arquivo. Como no Linux não é fácil identificar o executável, se isso ocorrer, primeiro tente achar o programa no diretório /bin. Se for o caso, vai existir um arquivo com o nome do programa. Se isso não funcionar, passe para o diretório onde o arquivo foi instalado e dê o comando:

./




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