O que as empresas de TI andam fazendo para preservar o meio ambiente
Se 2,5 milhões de carros saíssem das ruas, 12,5 milhões de toneladas de gás carbônico deixariam de ser lançadas por ano. É mais ou menos essa a proporção de poluentes que poderia ser evitada se uma nova tecnologia desenvolvida pela Dell fosse aplicada a todos os PCs da empresa. O primeiro desktop a entrar nesse conceito é o OptiPlex 745. “Com componentes e design específicos, o PC consome 40% menos do que o modelo anterior, o GX620”, afirma Vinicius Arosi, gerente de planejamento de negócios da Dell.
Em tempos de aquecimento global, a chamada tecnologia verde entrou para o dia-a-dia das empresas de TI. A ordem é diminuir os componentes químicos perigosos, ter produtos com maior vida útil e reciclar. Um exemplo é o selo Energy Star, criado pela EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos) para incentivar o uso eficiente de energia. A HP, uma das empresas que aderiu ao sistema, anunciou PCs com um consumo de energia até 80% menor.
A Motorola está redesenhando todos os seus carregadores de aparelhos e acessórios para serem qualificados ao Energy Star. A Nokia possui três modelos certificados. Até 2008, todos os novos aparelhos terão o selo. Além disso, a empresa aderiu à tecnologia de transmissão de dados Wibree (Tecnologia sem fio projetada para dispositivos de pequeno porte), que consome menos bateria.
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A eliminação de compostos químicos poluentes é o ponto principal do Guia dos Eletrônicos Mais Verdes, do Greenpeace, um ranking com as empresas menos agressivas ao ambiente. Na última edição, a número 1 é a Lenovo, que já chegou a ser a lanterninha. Passou à frente da Nokia, a segunda. “Estamos em um processo avançado de eliminação de Retardadores de Chamas Brominados (RFB)”, diz José Orozco, gerente de políticas ambientais da Nokia para a América Latina. A empresa não emprega mais RFB nos novos circuitos impressos dos telefones celulares e, desde 2006, nenhum produto contém PVC.
A Motorola, por sua vez, investe em pesquisas no Brasil para diminuir componentes químicos. “Os produtos fabricados no país são isentos de metais pesados como chumbo, mercúrio, cádmio, cromo e retardantes a base de bromo”, diz Luiz Ceolato, diretor da área de meio ambiente da Motorola.
Fonte: Greenpeace
Publicado originalmente na revista INFO de julho de 2006