Cloud Computing na área

Da Redação da Info CORPORATE
31 de julho de 2008

Cloud Computing na área

O novo conceito aproxima a TI das redes de utilidade pública como energia e água

Cloud Computing. Traduzida como Computação em Nuvem, é a última novidade no instável e prolixo mundo da conexão entre computadores. Lembrem-se de que, já há muito tempo, a conexão entre computadores se casou com a não menos problemática Arquitetura de Redes. E a Cloud Computing não é a primeira filha do casamento entre a Sra. Conexão e o Sr. Arquitetura. Mas... vale notar que esta mocinha é um tanto diferente dos irmãos mais velhos.

O primeiro rebento do mesmo casal tinha o nome mais parecido com o do pai: Arquitetura Cliente-Servidor e nasceu no momento em que a questão chave a ser resolvida era o acesso do computador – o client – a um conjunto de programas e dados acumulados num computador maior – o server. A Arquitetura Cliente-Servidor ganhou uma prima, a Computação Distribuída, que é mais um nome diferente para se referir a coisas já conhecidas.

O irmão seguinte do mesmo casal foi planejado antes do nascimento. Trata-se da chamada Grid Computing. O termo foi criado por Ian Foster e Carl Kesselmans em 1990. Era uma metáfora para encaminhar a solução de um problema grave na época: o acesso múltiplo e simultâneo a diferentes recursos de processamento, de armazenamento e de programas.

Agora, a irmã recém-nascida do mesmo casal: a Computação em Nuvem! Quem é ela? Começamos pela definição, dizendo que ela ainda está evoluindo. E, portanto, na versão atual, “...Cloud Computing é uma abordagem emergente em infra-estruturas de TI compartilhadas, nas quais os recursos de sistemas estarão conectados para prestar serviços”. Se devidamente implementada com esta definição, o conceito de Cloud Computing fará com que os serviços de TI se aproximem da tão sonhada rede semelhante a de um serviço de utilidade pública, ao estilo da energia elétrica.

A Computação em Nuvem não nasceu ao acaso. Ela foi impulsionada pelo dramático crescimento de engenhos que a cada dia se conectam às redes, na internet ou fora dela, pela necessidade contínua de dados em tempo real e pela explosiva adoção de práticas orientadas a serviços e aos modelos propostos pela Web 2.0. Falamos aqui de tags, mashups, redes sociais, colaboração aberta e comércio eletrônico com engenhos móveis. Também impulsiona a necessidade deste ambiente, o aumento de tráfego na internet, que começa a gerar algumas previsões catastróficas. Mesmo assim, não pára de crescer. E cresce por conta da mudança no perfil do conteúdo que hoje trafega na rede. Passamos de dados e imagens estáticas para conteúdo muitas vezes de som e vídeo.

Em outras palavras, o Cloud Computing deve realizar o sonho de ser uma nova arquitetura que escala sua disponibilidade e capacidade tanto na horizontal quanto na vertical. Se esta filha mais nova da Sra. Conexão e o Sr. Arquitetura crescer com todos estes atributos, sem dúvida vai ser a moça mais atraente e cortejada do seu baile de debutantes! Eu até quero estar lá!

Fábio L. Gandour gerente de novas tecnologias da IBM



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