Um estudo da consultoria americana The Advisory Council mostra que blackberries e outros dispositivos sem fio estão se tornando indispensáveis nas grandes corporações. Numa pesquisa sobre estratégias de upgrades de smartphones, a consultoria revela que, na hora de adotar aparelhos mais avançados, as empresas esperam melhorias de 27% na produtividade, 19% na satisfação do clientes, 17% na lucratividade e 13% na receita. A conclusão é de que com essas altas expectativas, os smartphones e PDAs móveis se tornaram uma ferramenta de produtividade consolidada, tão indispensável para o negócio quanto o PC.
Segundo a pesquisa, os funcionários não vêem os aparelhos como uma tecnologia atraente mas pouco eficaz. Pelo contrário, empregados que começam a usar o aparelho estão se tornando viciados em mobilidade. E esse vício - que facilita o trabalho de usuários - também beneficia as empresas, que ganham em produtividade.
A pesquisa ainda dá orientações básicas para companhias que desejam fazer upgrades das bases de smartphones. Veja o que diz a The Advisory Council:
1. Comece pelos serviços básicos, normalmente dados, mantendo em equilíbrio o TCO (custo total de propriedade) e o custo médio de horas de trabalho dos usuários.
2. Calcular ganhos de produtividade é complicado. Uma forma de fazer isso é verificar o uso do aparelho pelo funcionário fora do horário de expediente, o que seria o equivalente a um aumento na capacidade de produção.
3. Na seqüência, é preciso incluir os serviços de voz. A consultoria recomenda uniformizar a base da aparelhos e negociar planos padronizados com operadoras, de modo a controlar custos.
4. Para serviços e recursos mais avançados, é preciso avaliar em que áreas eles terão impacto e se haverá as mesmas taxas de aumento de produtividade verificadas com os serviços básicos.
5. A consultoria recomenda que a unidade de negócios usuária do smartphone, e não a TI, seja a responsável por medir o ROI (retorno sobre investimento).